P Assinatura Proteção digital banner 1
ExpoProteção - 01
Bracol - banner 01 - ABR
 
 
    Acidentes do Trabalho
    Doenças Ocupacionais
    Empresas & Negócios
    Estatísticas
    Eventos
    Geral
    Legal
    Leia na Edição do Mês
    Práticas de Prevenção
    Produtos & Serviços
    Últimas Notícias
P IBTEC banner 4
Banner - 5 - Blog Segurança do Trabalho
P NN Eventos - Banner 5
P Links Interessantes Banner 5
P Revista Emergência Digital Banner 5
P Fotos Redes Sociais - Banner 5


Você está em: Edições / Ed. 4/2017
 
Edição 4/2017
MATÉRIA DE CAPA

Passos da evolução

Reportagem de Martina Wartchow

Crédito capa: Bompel

Inovação tecnológica na fabricação dos EPIs para os pés é forte aliada da SST e do conforto

O calçado existe desde o tempo das cavernas e nunca parou de evoluir, seja no design, na tecnologia e nos materiais empregados na confecção. Sua função primordial é a de proteção dos pés, embora, na atualidade, ele seja um item indispensável da moda e forte aliado dos atletas inclusive para a melhoria de sua performance esportiva. Da mesma forma, os calçados profissionais, mais e mais, contribuem, não só para a segurança e saúde dos trabalhadores, mas, também, para tornar o seu dia a dia mais confortável e prático. Além disso, esses Equipamentos de Proteção Individual, durante décadas estigmatizados pelo visual padronizado e sem graça, estão ficando cada vez mais bonitos e arrojados.

Embora grande parte das empresas nacionais que produzem e também as que consomem os calçados profissionais ainda coloque foco no preço baixo, um novo movimento toma vulto. Alguns fabricantes vêm se diferenciando nesse segmento por irem além do cumprimento dos requisitos legais. Eles estão constantemente agregando novos valores aos seus produtos e, consequentemente, conquistando um nicho de mercado crescente que já faz os cálculos e reconhece as vantagens de pagar mais por um produto que oferece maior proteção, é mais durável e que, além disso, vai contribuir para o bem-estar do usuário. São clientes que reconhecem a importância de ter um trabalhador saudável, desestressado, focado em suas tarefas, mais produtivo e com poucas chances de afastamentos por acidentes ou doenças ocupacionais. Percebem, também, que, no fim das contas, o caro sai barato.

A criação do calçado foi uma consequên­cia da necessidade que o ser humano sentiu de proteger seus pés das intempéries e do incômodo de andar sobre pedras e sujeira ou do perigo de pisar em algum animal peçonhento. Pinturas encontradas em cavernas da Espanha e da França fazem referência a ele há 10 mil anos antes de Cristo. Hoje, mais do que proteção dos pés, significa um importante item do mundo da moda e também do meio esportivo, mas jamais deixou de carregar consigo sua função primordial, ainda mais quando se fala em segurança e saúde do trabalhador. Nesse quesito, a evolução do calçado profissional é constante e se inspira, não só nas novidades trazidas do meio fashion, mas, principalmente, da área esportiva, como tecnologias cada vez mais modernas de fabricação e uso de componentes também mais duráveis, seguros, confortáveis, assim como designs que aliam bem-estar e, sim, beleza e sofisticação. Passou o tempo em que esse EPI era sinônimo de dureza, peso, desconforto e deselegância.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Bom senso acima de tudo

FOTO: Vitor Marques

Entrevista à jornalista Daniela Bossle

Perícias de SST por profissionais não-médicos e o sigilo de informações exigem cautela

Natural de Rondonópolis, no Estado do Mato Grosso e atualmente residente em Goiânia, Marcos Henrique Mendanha, 39 anos, médico, advogado, perito da Justiça e também professor, vem empreendendo esforços na área de capacitação profissional. Ele coordena um instituto de educação médica continuada, que oferece pós-graduações diversas, dentre elas, a especialização em perícias médicas. O tema tem chamado a atenção nos últimos anos, com a ampliação da competência da Justiça do Trabalho para julgar ações de insalubridade e periculosidade, além de pedidos de indenização por doenças ocupacionais ou sequelas de acidentes de trabalho. Como médico do Trabalho e perito da Justiça, Marcos opina, nesta entrevista, sobre temas controversos como profissionais não-médicos fazerem perícias de SST. "Enquanto a Lei do Ato Médico diz que a perícia médica é ato exclusivo do médico, o novo Código de Processo Civil, que também é uma lei federal e até mais recente que a Lei do Ato Médico, coloca na margem de escolha do magistrado, a escolha do perito, sobretudo nas localidades em que não houver profissionais qualificados ou disponíveis", pondera.

Outro ponto polêmico que ele não se omite em opinar é sobre a questão do sigilo médico e o uso de informações sobre o trabalhador para possível descaracterização do NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico) ou para fins de fiscalização.

Ele admite, no entanto, que é necessário ter mente aberta e bom senso sobre estes assuntos, e que pode, sim, mudar suas convicções, se for convencido do contrário.

Como é atuar com duas formações tão diferentes? Quando começa o médico e quando começa o advogado em sua atividade?
São formações bem diferentes, mas que se complementam e se comunicam muito mais do que as pessoas imaginam. Sobretudo nas áreas que atuo: Perícias Médicas e Direito Médico. Veja bem, como perito médico ou assistente técnico, sou médico dentro de um ambiente totalmente jurídico, que é o processo judicial. Já no Direito Médico sou um advogado que precisa de conhecimento médico a todo momento. Está tudo junto. Não existe mais essa fronteira entre o médico e o advogado.

De acordo com sua experiência como está a qualificação dos profissionais para a realização de perícias e laudos na área de SST?
Tem de tudo. Às vezes me deparo com laudos brilhantes, com os quais aprendo muito. De alguns até salvo uma cópia para um estudo posterior, de tão belos que são. Mas também existem documentos muito pobres, mal ou erradamente concluídos, mal escritos, mal fundamentados, e por aí vai. Mas não vou fazer sensacionalismo. Pelo menos na minha experiência, os bons laudos ainda estão em maior número do que os maus laudos.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Orientação essencial

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares | Estúdio Boom

AUTOR: Luiz Carlos Devienne de Almeida

O manual de instruções de máquinas e equipamentos deve seguir critérios rigorosos

A aviação tem como primeira premissa a segurança. No entanto, esta segurança depende de duas grandes vertentes. A primeira, diz a respeito à qualidade do projeto, aos atendimentos dos requisitos de aeronavegabilidade dos órgãos homologadores de cada país, à tecnologia empregada em seus sistemas, entre outros fatores. Enfim, depende do projeto da máquina, ou seja, de quem a projeta e produz.

A segunda vertente está na habilitação e capacitação das pessoas que operam este tipo de equipamento. A segurança depende, neste caso, das pessoas envolvidas direta ou indiretamente na operação da aeronave. Pilotos, mecânicos, operadores de tráfego aéreo, comissários, enfim uma quantidade finita de profissionais envolvidos.

Diante desses fatos, podemos afirmar que o balaústre desta segunda vertente está no processo de capacitação, ou seja, no treinamento dos profissionais. Todavia, para capacitá-los é necessário ter informações devidamente formatadas, de forma clara e objetiva, numa linguagem que todos possam entender. Sem isso, é impossível capacitar qualquer profissional. O Manual de Operação, por exemplo, deve estar atualizado e dentro da aeronave durante a operação.

Da mesma forma que na aviação, no setor industrial, o sucesso da empresa segura é ter máquinas adequadas e profissionais devidamente capacitados.

Para isso, um dos instrumentos fundamentais para operar uma máquina com segurança é o seu respectivo Manual de Instruções. Este documento é fundamental para capacitação do operador de forma segura (item 12.135 e seguintes da NR 12). É um documento que serve de base para diversos setores da empresa (engenharia, processo, fabricação, manutenção e para o Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT).



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
O potencial da NR 9

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares | Estúdio Boom

AUTOR: Diane Cristina Sordi

O PPRA pode e deve ser utilizado como um programa de gestão em SST

A evolução dos valores dentro da cultura organizacional é o reflexo da evolução dos usos, costumes e valores da sociedade que influenciam a alta administração. A cultura organizacional é fruto do que acredita o pensamento dominante, resultado das diversas interações sociais e políticas.

Hoje é questão de sustentabilidade das empresas proporcionarem um ambiente de trabalho seguro e saudável, fazendo com que busquem modelos de gestão que incorporem os conceitos das boas práticas de relacionamento com empregados, sociedade, governo, acionistas, fornecedores e concorrentes. Tal escopo de atuação denominou-se recentemente como "responsabilidade organizacional".

A responsabilidade organizacional incorpora os conceitos de Saúde e Segurança Ocupacional, sustentabilidade, qualidade e responsabilidade social e, através da aplicação desses conceitos busca-se dar mais visibilidade aos negócios, viabilizar novos investimentos, minimizar os riscos dos investidores e captar novos consumidores dispostos a pagar um pouco mais por produtos ambientalmente e socialmente sustentáveis.

Enquanto a ISO 9000, que normatiza a gestão da qualidade está em vigor desde a década de 1980, as preocupações sociais surgiram mais tardiamente. Ao final da década de 1990, as organizações passaram a colocar em prática os conceitos de sustentabilidade e responsabilidade social, com o advento da ISO 14001 (1996) que propõe as diretrizes para a gestão sustentável ambientalmente. As questões de Saúde e Segurança Ocupacional ganharam notoriedade apenas em 1999, com o lançamento da Occupational, Health and Safety Assessment Series (OHSAS 18001).

A OHSAS 18001 apresenta as diretrizes para um sistema de gestão a fim de que as organizações desenvolvam e implementem políticas de Saúde e Segurança no Trabalho, e gerenciem seus riscos ocupacionais, sendo chamada de "OHSAS de Saúde e Segurança Ocupacional".

No Brasil, as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego trazem desde 1978 um amplo conjunto de iniciativas no campo da preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores.




Veja a bibliografia usada neste artigo.




----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Prêmio Proteção Brasil

Segurança nas estradas

Ipiranga Produtos de Petróleo S.A. / Case Ouro na Categoria Gestão de Terceirizados em SST no Prêmio Proteção Brasil 2016

FOTO: Divulgação/Ipiranga

Empresa investiu em formação técnica e comportamental, além de fiscalização rigorosa

Se garantir a saúde e segurança dos colaboradores no ambiente laboral já é uma tarefa que exige muito trabalho e dedicação de todos os envolvidos da empresa, prevenir doenças e acidentes ocupacionais dos terceiros requer ainda mais cuidados. A Ipiranga aceitou o desafio e elaborou o Programa de Segurança do Transporte Rodoviário, que contempla hoje cerca de cinco mil motoristas terceirizados, de mais de 100 transportadoras. A iniciativa que, em 2015, alcançou a redução de 32% dos acidentes em relação às ocorrências registradas no ano anterior, recebeu a distinção Ouro na categoria Gestão de Terceirizados em SST no Prêmio Proteção Brasil 2016.

Entre as maiores empresas do segmento de distribuição de combustíveis no Brasil, a Ipiranga surgiu em 1937 como uma pequena refinaria de petróleo. Desde seu acordo firmado com a Ultrapar em 2008, ela aumentou a sua rede em dois mil postos de combustíveis, totalizando atualmente 7.563 postos de serviço em todo o território nacional. Para atender a todos esses clientes, somados aos demais consumidores, como indústrias e empresas de ônibus, a empresa depende, principalmente, do transporte rodoviário.

Conforme conta a coordenadora de Segurança e Meio Ambiente Industrial da empresa, Lívia Freitas, são mais de 200 mil operações de carregamento e 58 mil de descarga todos os meses. "Toda a nossa frota de distribuição rodoviária é terceirizada e infelizmente, a realidade brasileira é bastante preocupante. Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que 45 mil acidentes ocorrem por ano nas rodovias do país. Por este motivo, acreditamos na importância do projeto. Queremos melhorar a qualidade do trânsito e, consequentemente, a qualidade de vida das pessoas que vivem nas estradas pelo seu trabalho", defende.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Prêmio Proteção Brasil

Mudança de hábitos

Flexform Indústria Metalúrgica Ltda / Case Ouro na Categoria Qualidade de Vida no Trabalho no Prêmio Proteção Brasil 2016

FOTO: Divulgação/Flexform

Práticas mais saudáveis dentro e fora da empresa beneficiaram os colaboradores

Acreditando que um ambiente de trabalho que proporciona segurança, conforto e integração aos seus funcionários influencia diretamente na produtividade da empresa, a Flexform investe tanto em infraestrutura quanto no desenvolvimento do empregado e na qualidade de vida, oferecendo benefícios para os colaboradores e seus familiares. Entre as ações promovidas pela empresa, em 2015 ela colocou em prática o Programa FlexSaudável, que recebeu a distinção Ouro na categoria Qualidade de Vida no Trabalho do Prêmio Proteção Brasil 2016.

Fundada em 1965, a Flexform é especializada na fabricação de cadeiras e poltronas. Seus produtos são feitos com matéria-prima e processos sustentáveis e prometem projeto e design harmoniosos, além de sistemas resistentes e ergonômicos. Contabilizando, atualmente, o total de 238 funcionários, a empresa é sediada na cidade de Guarulhos/SP.

O projeto teve início em meados de 2014, a partir de uma campanha feita em parceria com a unidade do Sesi/Guarulhos. Uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros e nutricionistas fez uma triagem com todos os empregados da empresa, examinando condições como pressão arterial, diabetes, dislipidemia (colesterol e triglicerídeos) e obesidade, entre outros. "Nós tivemos uma surpresa com os resultados, pois percebemos um número considerável de funcionários enquadrados dentro desses grupos", conta a técnica de Segurança do Trabalho Vanessa Aquino, responsável pelo setor de SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde) da empresa. Os colaboradores que apresentaram alterações foram automaticamente convidados a participar do Programa, que tem como objetivo orientar, acompanhar e monitorar os trabalhadores por meio de consultas, palestras, atividades de incentivo ao cuidado à saúde e reeducação alimentar.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Expo Proteção

Oportunidade de ouro

FOTO: Valdir Lopes

Diversos cursos e palestras serão ofertados durante a Expo Proteção

As solicitações de crachás para entrada na Expo Proteção - 7ª Feira Internacional de Saúde e Segurança no Trabalho já podem ser efetuadas na Loja Virtual Proteção (www.lojavirtualprotecao.com.br). O evento que ocorrerá de 16 a 18 de agosto no Expo Center Norte, em São Paulo/SP, paralelamente à 10ª Expo Emergência - Feira de Resgate, Atendimento Pré-Hospitalar, Combate a Incêndio, irá reunir mais de 300 expositores, que trarão todas as novidades do mercado de produtos e serviços referentes às áreas prevencionista e emergencista. Além disso, durante os três dias de Feira também acontecerão diversos cursos e palestras que visam a qualificação dos mais de 50 mil profissionais esperados este ano.

Dentre as capacitações programadas, os Workshops para Atualização de Profissionais em Saúde e Segurança no Trabalho abordarão 12 temáticas de quarta a sexta-feira, trazendo à discussão assuntos atuais e pertinentes para atuação do prevencionista. Serão debatidos o gerenciamento para atendimento dos requisitos da NR 12; a Saúde e Segurança no Trabalho com líquidos inflamáveis e combustíveis; e a segurança em eletricidade, que visa reciclar os conhecimentos sobre riscos elétricos e os riscos adicionais, as medidas de controle e os sistemas preventivos, entre outros.

De forma gratuita, haverá o CIPASSAT (Ciclo de Palestras Multiprofissionais de Segurança e Saúde no Trabalho), o E-Encontro (Encontro Nacional de Grupos e E-Groups de SST), e as Palestras Técnicas Gratuitas, oferecidas por empresas expositoras da Feira.

As feiras têm entrada franca e ficarão abertas das 13 às 21h durante os três dias de evento. A Expo Proteção e a Expo Emergência são uma realização da Proteção Publicações e Eventos, promovidas pelas revistas Proteção e Emergência, com o patrocínio da Metalcasty. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 2131-0400 / (11) 4062-5454 / (11) 3129-4580, pelo e-mail treinamento@protecaoeventos.com.br ou pelo site www.expoprotecao.com.br.



Edição do Mês
 
AmbLegis banner6 - 04/17
ExpoProteção - 06
Banner 06 - Seminário Acesso por Corda
P Banner hotsite digital Proteção banner 6
AmbLegis banner6 - 04/18
 

 
 
© Copyright 2009 - Revista Proteção. Todos direitos reservados.
Rua Domingos de Almeida, 218 - 93.510-100 - Novo Hamburgo - RS - Brasil. Central de Atendimento: 51 2131.0400
Assine a Revista Proteção Outras Publicações Nossos Eventos Eventos SST SuperGuiaNet Loja Virtual Legislação
Download Entidades Galerias Fale Conosco
Loft Digital