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Você está em: Edições / Ed. 4/2012
 
Edição 4/2012
MATÉRIA DE CAPA
INDÚSTRIA MOVELEIRA

Reportagem de Marla Cardoso
Capa: Alles Móveis/Daniela Bossle

Processos fabris requerem maior segurança, principalmente na operação de máquinas e equipamentos

Na manhã do dia 4 de novembro de 2011, Rosane Lurdes da Silva Assis, de 32 anos, iniciava mais um dia de trabalho na indústria moveleira em que trabalhava há 10 anos na cidade de São Bento do Sul, em Santa Catarina, sem saber que seu dia seria marcado por um grave acidente. Um defeito na máquina destopadeira, usada na fabricação de móveis, fez com que a serra do equipamento mutilasse os dedos anelar e mínimo da sua mão direita.

Conforme a trabalhadora, a máquina apresentava defeitos e, embora os operários tivessem solicitado providências para o conserto junto aos encarregados, a empresa não tomou nenhuma atitude. "Temo não conseguir mais trabalhar e estou adaptando minha vida a uma nova realidade para garantir o meu sustento e o da minha família", reforça.

Rosane, que também atua na direção do Sindicato dos Trabalhadores da Construção e Mobiliário de São Bento do Sul e Campo Alegre (Siticom), revela que somente na diretoria da entidade são cinco dirigentes mutilados vítimas de acidentes de trabalho. O registro de casos como esse tem sido frequente na indústria moveleira do País.

Além do risco de acidentes com máquinas e equipamentos, os trabalhadores do setor estão expostos a riscos químicos por exposição à poeira e aos produtos utilizados no tratamento da madeira, sem falar nos problemas ergonômicos devido às posturas inadequadas e esforços da atividade. O ruído relacionado ao maquinário utilizado no processo produtivo também é outra preocupação.

De acordo com Vilmar Kanzler, diretor da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), as empresas do setor encontram-se em três situações distintas: a das grandes empresas, que estão com tecnologia de ponta, das médias, que operam com maquinários razoáveis, e das empresas de fundo de quintal, com máquinas obsoletas.

"Os acidentes no setor são fruto da falta de investimentos em equipamentos e em segurança", assegura. Ao longo da reportagem você vai conhecer o desenvolvimento do setor e o que ainda precisa ser feito para melhorar as condições de saúde e segurança de quem trabalha nessa indústria. Algumas empresas, na contramão deste cenário negativo, já vêm investindo na área e mostrando que é possível evitar acidentes de trabalho e adoecimentos no setor moveleiro

Confira a reportagem completa
na edição de abril
da Revista Proteção                                  



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ENTREVISTA
SOCIEDADE DOENTE

Entrevista à jornalista Cristiane Reimberg
Foto: Cristiane Reimberg

Doutor em psicologia fala sobre estresse, saúde mental e assédio moral relacionados ao trabalho

O psicólogo José Roberto Heloani alerta que a depressão deve se tornar a primeira ou segunda causa de afastamento do trabalho ainda nesta década. Também graduado em Direito, com mestrado em Administração pela Fundação Getulio Vargas - SP, doutorado em Psicologia pela PUC/SP, pós-doutorado em Comunicação pela USP e livre-docente em Teoria das Organizações pela Unicamp, Heloani já estudou as condições de trabalho de diferentes categorias: pilotos, controladores de voo, jornalistas, professores, profissionais da saúde.

Especialista em temas como estresse, organização do trabalho e assédio moral, o profissional alerta para o adoecimento da sociedade. Agressões a professores e profissionais de saúde e histórias de humilhação no trabalho em diferentes ambientes mostram o quanto os trabalhadores têm sido cada vez mais atingidos por uma doença social com relação direta ao trabalho.

Vivemos em um ambiente marcado pela competição e avaliação individual. O sujeito, sozinho no trabalho, adoece. Os casos de assédio moral, por sua vez, não atingem apenas a vítima. Criam um ambiente de medo e servem para controlar os outros trabalhadores, pois no dia seguinte qualquer um pode ser a vítima. Tudo isso acontece com o respaldo das organizações devido à forma como o trabalho vem sendo organizado.

Revista Proteção: Qual deve ser o papel do psicólogo nas organizações?

José Roberto Heloani: A história do psicólogo nas organizações é carregada de uma carga emocional muito forte. A sua imagem é associada àquele que presta serviços ao capital, sem pensar naquilo que obviamente deveria ser o seu objeto: a saúde, o bem-estar e a saúde emocional das pessoas. O que acontece? É que realmente alguns psicólogos não tiveram uma atitude que poderíamos avaliar como das mais éticas. Acabaram assumindo um papel de selecionador, daquele que demite, que treina, mas não daquele que cuida das pessoas.

De uns tempos para cá, há uma nova forma de organizar o trabalho, que incide fortemente na saúde mental das pessoas. Uma das principais causas de afastamento do trabalho será o transtorno mental, principalmente, a depressão. Então, esse modelo pós-fordista de gestão, que é o modelo atual, não leva muito em conta o processo, mas sim o resultado. Ele criou um grau de competitividade interna, que extrapola as próprias estratégias tayloristas e fordistas clássicas.

Não que a competição e a concorrência não houvesse nas organizações, ela sempre existiu. Só que a ênfase era de uma organização em relação à outra. Hoje, dentro da própria organização há um grupo que compete com outro, que disputa verbas, e uma concorrência intragrupal dentro do próprio grupo. Isso faz com que você tenha certo isolamento. As relações intersubjetivas estão totalmente comprometidas.

Quando falamos do papel do psicólogo, estamos falando de algo que é dramático. Por quê? Se ele cuida apenas de seleção e recrutamento e de, até certo ponto, otimizar lucro, ele começa a ser visto por sua equipe como alguém distante, que cobra resultados, mas em quem não se deve confiar. Por outro lado, justamente devido a essa crise, na qual, cada vez mais, observamos pessoas adoecendo, "psicotizando", deprimindo, as organizações começam a encarar o psicólogo do Trabalho como um elemento que, além de poder ajudar a aumentar a produtividade, pode e deve cuidar das pessoas. Isso é positivo. Está na hora do psicólogo do Trabalho tomar o seu lugar. Ele pode pensar na produção, mas deve aproveitar para incutir na cabeça da gestão que se faz necessário cuidar da saúde física e mental das pessoas. Porque elas estão sofrendo, adoecendo e se matando.

Confira a entrevista completa
na edição de abril
da Revista Proteção                                  



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ARTIGO
CONSCIENTIZAÇÃO NO CAMPO

Autores: Gleison Roberto da Silva, Toni Jefferson Lopes, Adriano Cancelier e Adriano da Silva
Foto: Hamilton Humberto Ramos 

Falta de informação e uso inadequado de EPIs contribuem para casos de intoxicação

A ação dos agrotóxicos sobre a saúde humana costuma ser deletéria; muitas vezes, fatal. Pode provocar náuseas, tontura, dores de cabeça, alergias, lesões renais e hepáticas, cânceres, alterações genéticas, doença de Parkinson, entre outros efeitos. Alguns desses sintomas podem ser percebidos logo após o contato com o produto, no caso dos chamados efeitos agudos. Outros sintomas se tornam evidentes apenas após semanas, meses ou anos, são os chamados efeitos crônicos.

Os gastos mundiais com agrotóxicos crescem continuamente. Passaram de US$ 20 bilhões em 1983 para US$ 34,1 bilhões ao longo dos anos 90. A América Latina é a região em que as vendas mais cresceram. No Brasil, foi observado importante aumento de vendas passando de 1 bilhão de dólares em 1990 para 2,18 bilhões de dólares em 1997. Na safra de 2009, foram utilizadas um milhão de toneladas de defensivos agrícolas, adubos e fertilizantes (SINDAG, 2010). Em 2010, o mercado nos Estados Unidos movimentou US$ 7,8 bilhões em venda de agrotóxicos. O mercado brasileiro registrou US$ 7,3 bilhões.

Segundo estudo elaborado pela consultoria alemã Kleffmann, o consumo de agrotóxicos pelos produtores americanos teve queda de 6% entre 2004 e 2009. No Brasil o crescimento foi de 1,5% no mesmo período. Atualmente, as lavouras em que se concentram as maiores vendas de agrotóxicos no Brasil são a de soja com 44%, seguida pelo algodão com 11%.

Os dados oficiais brasileiros sobre intoxicações por agrotóxicos não retratam a realidade do País. Os registros são insuficientes, parciais, fragmentados, desarticulados e dispersos em várias fontes de dados, como CAT (Comunicação de Acidente do Trabalho), Sinitox (Sistema Nacional de Informação Tóxico-Farmacológica), SIH (Sistema de Internação Hospitalar), Sinan (Sistema Nacional de Informação de Agravos Notificáveis) e outros.

A intoxicação durante o manuseio ou a aplicação de produtos fitossanitários é considerada um acidente de trabalho. Por isso é importante o uso de Equipamentos de Proteção Individual para cada atividade. Esta medida reduz os sintomas de toxidez, que são cumulativos no organismo. O emprego de EPIs deve ser considerado como uma tecnologia de proteção disponível dentro de uma visão integrada e sistêmica de abordagem dos problemas ocupacionais.

Pesquisa

A forma como é conduzida e balanceada a escolha das alternativas de prevenção, proteção e controle está intimamente relacionada à eficiência de todo o sistema de Saúde e Segurança no Trabalho. Um projeto eficiente de SST deve contemplar, em um enfoque sistêmico, a integração de todos os elementos relevantes para estabelecer políticas e estratégias adequadas a cada realidade situacional. A gestão eficaz de um programa de Saúde e Segurança do Trabalho deve ambicionar ainda o aumento da produtividade nos processos de trabalho com redução nos riscos.

Dentro deste contexto, o presente estudo teve como objetivo verificar se os EPIs utilizados no manuseio e na aplicação de agrotóxico pelos agricultores no município de Entre Rios/SC estavam sendo corretamente utilizados dentro dos padrões recomendados. A pesquisa de campo foi desenvolvida entre os meses de junho e a primeira quinzena de outubro de 2008, com participação de 25 agricultores que aplicavam agrotóxicos em suas lavouras, indiferentemente da cultura estabelecida. Agricultores e seus familiares foram entrevistados individualmente com base em um questionário previamente elaborado para dar subsídio ao levantamento de dados. O objetivo principal foi avaliar o conhecimento dos participantes sobre o manuseio e a aplicação dos agrotóxicos.

Confira o artigo completo
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ARTIGO
SISTEMA MAIS FLEXÍVEL

Autores: Fabrício Mocheuti, Hermom Leal Moreira e Tarcísio Abreu Saurin
Foto: Eduardo Unzueta Velasco Neto

Redes de proteção protegem trabalhadores no caso de quedas

Anualmente morrem em todo o mundo cerca de 350 mil trabalhadores vitimados por acidentes de trabalho. Apesar dos inúmeros esforços no Brasil com campanhas de prevenção, de comissões de estudos tripartites, o índice de acidentes do trabalho e doenças profissionais, em comparação com índices de outros países, continua elevado. Neste cenário, observa-se que a construção civil contribui significativamente, sendo um dos setores em que mais ocorrem acidentes.

A indústria da construção civil possui características próprias, o que torna difícil a adoção de soluções padronizadas para a proteção do trabalhador no desenvolvimento de suas atividades. As principais causas de acidentes considerados graves e fatais no setor são soterramento, choque elétrico, acidente com serra circular e queda de altura. Este último é um dos principais causadores de mortes, as quais poderiam ser evitadas com a adoção de medidas específicas como, por exemplo, a utilização de redes de proteção tipo trapézio.

A proteção mais utilizada para este fim são as plataformas de proteção, que são rígidas e limitadoras de quedas de altura e projeção de materiais. Justamente por serem rígidas, as plataformas limitam a queda, mas nem sempre protegem a integridade física do trabalhador. Elas apresentam também maior dificuldade na montagem e desmontagem. Já a rede de proteção tipo trapézio é um sistema de proteção flexível, que impede a queda ou apanha o trabalhador depois de cair, mas evita as lesões graves.

Norma

A NR 18, em seu item 18.13.12.1, sugere que as plataformas secundárias podem ser substituídas por sistemas alternativos, como é o caso das redes de proteção tipo trapézio, que inclusive atendem a todas as exigências dos itens seguintes, quanto às medidas, materiais e resistências. Além disso, a NR 18 sugere um sistema limitador de quedas de altura, algo aquém do que as redes de proteção tipo trapézio podem proporcionar, que é um sistema de segurança e salvamento contra quedas, de onde um funcionário pode ser retirado, em razão de uma queda, sem risco de morte ou ferimentos.

O item 18.13.12.21 da NR 18 refere-se à necessidade dos empregadores que optarem pelo sistema de proteção limitador de quedas em altura, de providenciar projeto que atenda às especificações de dimensionamento previstas na NR, integrado ao PCMAT (Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção). Já o item 18.13.12.21.1 refere que o projeto deve conter o detalhamento técnico descritivo das fases de montagem, de deslocamento do sistema durante a evolução da obra e de desmontagem. Estes itens são de extrema importância, pois o equipamento deve estar preparado para as intempéries das condições climáticas, a desinstalação e a movimentação para outros locais ou etapas da obra.

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ARTIGO
CERÂMICA VERMELHA

Autores: Dionísio Leone Lamera, Flavio Maldonado Bentes, Orlando Cassiano Mantovani, José Possebon e Swylmar dos Santos Ferreira
Foto: Roberta Simão

Processo produtivo e áreas de vivência requerem melhorias

O estudo sobre os riscos de acidentes e doenças nos ambientes de trabalho no setor da indústria da cerâmica vermelha no Brasil não é de conhecimento público. Existem poucas pesquisas de conteúdo técnico em Segurança e Saúde no Trabalho realizadas no setor e escasso material bibliográfico específico. Para esta pesquisa foram feitas visitas técnicas nos estados de Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina e no Distrito Federal. A realização das visitas surgiu por solicitação do sindicato patronal, de trabalhadores e da Federação de Trabalhadores do Estado de Mato Grosso.

A produção de cerâmica é basicamente uma atividade de produção de artefatos a partir da argila e elementos de liga como a piçarra, tornando a mistura muito plástica e fácil de moldar quando umedecida. Após ser submetida ao processo de secagem para remover a umidade do material, a peça moldada é exposta a temperaturas da ordem de 1.000 ºC, o que proporciona rigidez e resistência ao material com a fusão de certos componentes da massa. Em algumas situações, é feita também a impregnação de esmaltes na superfície externa da peça.

Pode-se dizer que essas propriedades permitiram que a cerâmica fosse utilizada na construção de casas, vasilhames para uso doméstico e mais primariamente como tabuinha de escrita em épocas anteriores à invenção do livro. A produção de cerâmica vermelha no Brasil concentra-se em micro e pequenos empreendimentos, que vão do uso de tecnologias tão elementares até as mais avançadas em termos de maquinário e dispositivos para automação de processo. Os resultados e discussões reunidos a seguir são pertinentes apenas ao Estado de Mato Grosso, foco deste estudo.

Setor

Entre as peças produzidas pelo segmento estão tijolos de vários tipos, telhas e lajes. Dentro do setor se faz uma distinção entre olaria e indústrias cerâmicas. As olarias funcionam, em alguns casos, em condições extremamente precárias com relação à segurança e saúde, sem a devida proteção de máquina e do trabalhador e com instalações elétricas inadequadas. Em algumas indústrias cerâmicas pode-se dizer que quase não há contato do operador com a matéria-prima, pois o processo quase totalmente automatizado reduz a quantidade de mão de obra e aumenta consideravelmente a qualidade do produto, garantindo padronização da produção.

As principais questões que afetam o setor cerâmico no Estado de Mato Grosso são a exposição a diferentes riscos laborais durante as etapas de fabricação de cerâmica vermelha, a produção acelerada para atendimento ao mercado nas empresas de pequeno e médio porte e a localização geográfica sujeitando trabalhadores a intenso calor e poeira.

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ARTIGO
ARRUMADOR DE CONTÊINER

Autora: Maisa Isabel DÂÂÂ’ Elia
Foto: Arquivo Proteção

Análise ergonômica da atividade sugere adaptação do ambiente e processos

Estima-se que existam hoje no Brasil cerca de três milhões de trabalhadores avulsos fora da zona portuária, contra 1,2 milhão na zona portuária do Estado de São Paulo. Deste montante 1.500 estão associados ao Sintrammar (Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias em Geral e dos Arrumadores) e 3.500 trabalham de forma informal no município de Santos/SP. Apesar de sua relevância no âmbito portuário e fora dele, a portuária ainda é motivo de polêmica no quesito condições humanas de trabalho.

À medida em que o comércio e os sistemas de transporte de mercadorias se desenvolveram modificaram-se também as relações custo-benefício. Com o aumento da exportação e a oscilação do dólar, produtores passaram a exigir uma quantidade cada vez maior de produtos dentro dos contêineres, dando mais trabalho aos arrumadores, o que acaba por repercutir em sua saúde e em aumento dos acidentes.

Com o tempo, a Norma Regulamentadora nº 11 (Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais) estabelecida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, acabou ficando desatualizada diante das mudanças nas formas de transporte impulsionadas pelo crescimento econômico mundial. A tarefa de estufagem de contêiner, por exemplo, não é contemplada na NR 11. A necessidade de adequação vem ao encontro da evolução histórica bem como ao alto índice de acidentes e más condições de trabalho verificados na categoria.

Tendo em vista esta realidade, o Sintrammar solicitou a realização de uma AET (Análise Ergonômica do Trabalho) dos arrumadores na estufagem de sacas de café e açúcar. O sindicato tinha como objetivo entrar com pedido de alteração da norma junto ao MTE, procurando limitar a quantidade de sacas exigidas em cada contêiner. A falta de uma regulamentação faz com que muitas empresas determinem o condicionamento de mais de 330 sacas de café e 540 sacas de açúcar nos contêineres, tornando a operação ainda mais complexa e colocando em risco a saúde psicofisiológica dos arrumadores. Além disso, a atividade apresenta sazonalidade, sendo que nos períodos de alta dos produtos exige intensificação do trabalho dos arrumadores e, consequentemente, ocorre aumento no índice de acidentes.

Atividade

Os arrumadores de contêineres que participaram do estudo possuem larga experiência na atividade (acima de 15 anos). Vários deles esperam se aposentar quando possível, mas muitos se mantêm na ativa por causa de sua condição socioeconômica. Apenas os trabalhadores contratados pelas empresas de café têm vínculo empregatício, o restante são trabalhadores avulsos, sem nenhum vínculo empregatício. O sindicato é responsável por gerenciar os contratos de trabalho.

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ARTIGO
BURNOUT EM ENFERMEIROS

Autores: Salomão Patrício de Souza França, Milva Maria Figueiredo de Martino e Lemoel Leandro Silva
Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Contínuas demandas físicas e emocionais podem desencadear síndrome

Transformação é a palavra-chave do século XXI. Desde o aspecto social ao econômico, do político ao comportamental, tudo parece estar em constante dinamismo e, por vezes, fora de controle. O mercado de trabalho e as relações humanas vivem mudanças contínuas e progressivas para adequar-se à nova ordem mundial de avanços científicos, internet e de globalização.

As mudanças sociais nas últimas décadas, sem dúvida, também desencadearam alterações nas relações de trabalho. O conceito de competência profissional foi ampliado. Ser competente não significa apenas demonstrar o conhecimento técnico exigido pela profissão, mas também ter autonomia para solucionar problemas e disposição para participar ativamente no ambiente de trabalho, tomando decisões e assumindo responsabilidades com base no trabalho em equipe. É imprescindível também que o profissional saiba manter as relações interpessoais, para que possa desenvolver suas competências e habilidades com melhor eficácia.

A expansão do sistema capitalista faz com que os indivíduos, em sua maioria, busquem incessantemente, por meio do trabalho, a realização de seus desejos de riqueza, prosperidade material e do sucesso pessoal. No entanto, as exigências do mercado de trabalho em meio à competição e ao aumento da qualidade e da produtividade, entre outros produtos da globalização, alteram a situação pessoal de todos, trazendo-lhes insegurança, isolamento, ansiedade e elevação nos níveis de estresse, por perceberem que suas expectativas são muitas vezes impossíveis de se concretizarem.

Um exemplo claro das transformações no âmbito do trabalho em saúde, que interferiu diretamente nas relações de trabalho, é o processo de implantação do SUS (Sistema Único de Saúde). Este processo é uma árdua construção coletiva que compromete diversos sujeitos em contínua e imprescindível interação material e simbólica, requerendo uma maior compreensão das expectativas envolvidas nas relações entre serviços e usuários, assim como entre os profissionais e os serviços.

Exaustão

Discutir sobre estafa laboral ou desgaste profissional, ou ainda, estafa ocupacional é falar de síndrome de "burnout". O surgimento do termo está relacionado aquilo que deixou de funcionar por exaustão energética, um sentimento de fracasso e exaustão acometendo geralmente os profissionais que trabalham em contato direto com pessoas.

Essa síndrome decorre de um processo gradual de desgaste físico e mental caracterizado por excesso de trabalho, falta de controle, falta de recompensa, falta de união, falta de equidade e conflito de valores dentro de uma organização. Pesquisas recentes sobre a síndrome relatam que o nível de desgaste físico e emocional dos profissionais de enfermagem ficou evidente quando se investigou os sinais e sintomas de "burnout". Os resultados mostraram que 8,2% de um total de 61 funcionários apresentaram sinais e sintomas da doença. Destes, em torno de 54,1% possuíam alto risco para manifestação de "burnout" e 37,7% baixo risco de manifestação da doença.

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PRÊMIO PROTEÇÃO BRASIL 2011
ESPAÇO VIRTUAL

Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Central do Estado de São Paulo / Melhor Case na Categoria Comunicação em SST
Foto: Divulgação

Programa digital unifica ações entre cipeiros de 31 unidades prisionais localizadas na região central de São Paulo

Na era da tecnologia da informação empresas investem cada vez mais no mundo virtual para aprimorar o desempenho frente ao competitivo mercado. Da apresentação de um produto até o relacionamento entre colaboradores, a Internet mostra seu papel fundamental dentro das corporações. Com projetos virtuais, é possível integrar unidades de diferentes localidades e manter unificado todo o processo de trabalho. Nesse "boom" tecnológico, entidades públicas também seguem nesse caminho e apostam na Rede como ferramenta de trabalho. Um exemplo vem da Coordenadoria das Unidades Prisionais da Região Central do Estado de São Paulo (Campinas/SP), da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Depois que a Coordenadoria mapeou as necessidades entre os servidores que compõem as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs), desenvolveu o CIPA-SAP - um espaço virtual de diálogo, criação e troca de conhecimentos. Auxiliando na implementação das ações de qualidade de vida que ocorrem nas unidades prisionais ou por servidores da administração penitenciária, o case CIPA-SAP: Inovação em Saúde do Servidor Penitenciário foi contemplado como Melhor Case da Categoria Comunicação em SST no Prêmio Proteção Brasil 2011.

A Secretaria de Administração Penitenciaria é dividida em cinco Coordenadorias Regionais. Com 144 unidades prisionais tem uma população carcerária de 151.544 presos, sendo 143.760 presos do sexo masculino e 7.784 presas do sexo feminino. No Brasil a população prisional é de 469.546 presos e o quadro funcional é de mais de 30 mil servidores. "Desde que iniciamos a CIPA, em 2000, tínhamos dificuldade de comunicação e precisávamos levar a informação de maneira dinâmica e rápida. Era preciso unificar o trabalho e criar uma ferramenta única de consulta", conta o Agente de Segurança Penitenciário e Técnico em Segurança do Trabalho Paulo dos Santos, lembrando que as Unidades Prisionais estão em mais de 100 municípios.

De acordo com Santos, no cotidiano profissional dos servidores penitenciários se observam muitas situações propícias ao acidente de trabalho e doenças psicossociais. Para combater esses problemas, a Coordenadoria de Unidades Prisionais da Região Central implementou as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes nas 31 Unidades Prisionais que compõem a Regional, para atender seus 4.900 servidores. Em 2009, a equipe começou a esboçar o projeto CIPA-SAP explorando a tecnologia digital e utilizando as ferramentas de web 2.0. O objetivo foi criar um ambiente que funcionasse como um blog de informações e, ao mesmo tempo, servisse como um canal de comunicação para os servidores trocarem experiências e conhecerem melhor seus colegas de trabalho.

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PRÊMIO PROTEÇÃO BRASIL 2011
NO CORAÇÃO DA COZINHA

Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) / Melhor Case na Categoria Ergonomia
Foto: Divulgação Incor

Intervenção ergonômica reduz sintomas osteomusculares em serviço de nutrição hospitalar

Trabalhar em uma cozinha não é tarefa fácil. Exige esforço físico, ritmo de trabalho e pressão temporal. É preciso força para movimentar pesados sacos de alimentos, paciência para suportar os movimentos repetitivos e atenção para não causar acidentes. A tarefa não se torna menos árdua quando essa cozinha está localizada no Incor (Instituto do Coração) do HCFMUSP (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo). Além das dificuldades normais, preparar alimentos em uma cozinha hospitalar requer ainda mais cuidados para atender a rígidos padrões de qualidade e dietas específicas.

As faltas ao trabalho por parte dos funcionários do SND (Serviço de Nutrição e Dietética) do Incor, que apresentavam um crescimento de 3,5% em 2001 para 8,5% em 2010, levaram a uma ação para identificar a origem dos problemas. No estudo foi constatado que dificuldades ligadas ao sistema osteomuscular e ao tecido conjuntivo eram as principais causas das ausências. As intervenções, através da ergonomia participativa, trouxeram resultados que garantiram, ao projeto Intervenção nas Situações de Trabalho em um Serviço de Nutrição Hospitalar, o título de Melhor Case de Ergonomia do Prêmio Proteção Brasil 2011.

Estrutura

Inaugurado em 1977, o Incor é um hospital público de alta complexidade e especializado em cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica. A cada ano, realiza 260 mil consultas, 14 mil internações, quatro mil cirurgias e três milhões de exames de diagnóstico. Os 3.022 funcionários da casa de saúde representam 25% do total do complexo do HCFMU. Inserido nessa realidade, o SND produz para os pacientes do Incor, anualmente, um milhão de refeições. Em 2010 foram produzidas mais de 1,05 milhão (1.056.062) de refeições, com 6,7 mil atendimentos ambulatoriais e 69 mil atendimentos nutricionais nas unidades de internação.

Para desenvolver esse trabalho, a cozinha do Incor conta com 140 funcionários - destes, 81% são mulheres -, entre nutricionistas (19), técnicos em nutrição (4), cozinheiros (10), atendentes de nutrição e auxiliares de serviço (98) e oficiais administrativos (9). Para diminuir o número de trabalhadores que deixavam de comparecer às atividades foi desenvolvido projeto ao longo de dois anos com o objetivo de melhorar as condições de trabalho no SND.

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