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Edição 3/2019
MATÉRIA DE CAPA

Lições ignoradas

Reportagem de Martina Wartchow

Crédito capa: Arquivo CBMMG

Em outra tragédia anunciada, Brumadinho é o maior acidente ocupacional até hoje registrado no Brasil e, mais uma vez, escancara descaso com a gestão

Pouco mais de três anos se passaram após a tragédia socioambiental de Mariana e outra barragem de rejeitos de minério de ferro se rompeu no Estado de Minas Gerais, em Brumadinho. Desta vez, levando mais vidas humanas, a maior parte trabalhadores em serviço, caracterizando este como o maior acidente de trabalho da história do Brasil. Até o fechamento desta edição, as causas da tragédia ainda eram investigadas, no entanto, assim como na anterior, indicavam liquefação da estrutura. Mas a pergunta que não quer calar é por que continuam a acontecer desastres como esses, denominados acidentes industriais ampliados, graves, envolvendo, também, comunidades próximas e meio ambiente, com impactos que se prolongarão por décadas?

Embora a barragem de Mariana ainda estivesse ativa na época do rompimento e a de Brumadinho não recebesse rejeitos desde 2016 e as consequências tenham números diferentes do ponto de vista humano e ambiental, há vários aspectos em comum nas duas ocorrências. Por exemplo, ambas barreiras eram construídas pelo método de alteamento a montante, considerado menos seguro; em ambos os casos, houve falhas nos sistemas de monitoramento e alerta de rompimento, assim como de respostas às emergências. Prevencionistas apontam uma série de fatores que contribuiu para que a história se repetisse. Entre eles, cultura de segurança precária em prol de interesses econômicos dos diferentes atores envolvidos; descumprimento de leis, normas e convenções; fiscalização inadequada e impunidade. Pelo que tudo indica, as tristes lições do passado foram novamente ignoradas.

Confira a reportagem completa na edição de março da Revista Proteção.



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"Na dúvida, não faça"

FOTO: Mário César Prado

Entrevista à jornalista Daniela Bossle

Auditor que atuou na investigação de outros rompimentos de barragens diz que é preciso adotar o princípio da precaução

Com praticamente toda sua vida profissional acompanhando fiscalizações e acidentes no setor mineral, o auditor fiscal, médico do Trabalho e mestre em Saúde Pública pela UFMG, Mário Parreiras de Faria, 63 anos, natural de Belo Horizonte, fala novamente à Proteção após a tragédia ocorrida na Mina Córrego do Feijão, pertencente à Vale, em Brumadinho/MG. Auditor fiscal há 35 anos, ele atua com mineração desde quando entrou no Ministério do Trabalho, acompanhando diversos acidentes ocorridos em minerações, inclusive em barragens de rejeitos. Entre as investigações realizadas houve as que provocaram a revisão da NR 22, em 1999, quando ele participou do grupo que redigiu a nova norma, coordenou as discussões tripartites e depois da aprovação da nova NR 22 foi nomeado coordenador da Comissão Nacional Permanente do Setor Mineral, atribuição que possui até hoje. Parreiras integra uma equipe de mais nove auditores fiscais da SRT/MG para trabalhar na investigação do acidente, assim como o fez também na ocasião do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, há três anos. Nesta entrevista, ele reforça aspectos que já tinha apontado em sua entrevista anterior: o baixo número de fiscais dos órgãos do Governo, que não consegue dar conta de tantos problemas, a necessidade de rever conceitos de construção e fatores de segurança de barragens, a modificação urgente da legislação proibindo a construção de barragens à montante no Brasil [logo após a entrevista a Agência Nacional de Mineração publicou resolução proibindo estruturas com método à montante no País]. "Não se pode centrar as decisões só no custo, fazer o que é mais barato. Temos que fazer o que é mais seguro. Tenho esperança de ver esta mudança", disse Faria.

Dada a sua longa trajetória à frente de fiscalizações e investigações de acidentes no setor de mineração, não há como não iniciar lhe perguntando sobre a ruptura da Barragem do Córrego do Feijão em Brumadinho. Diferente do caso de Mariana, neste, o impacto maior foi sobre os trabalhadores. Foi o maior acidente de trabalho da história do País?
Em termos de mortes com certeza, se você pensar que entre trabalhadores próprios e terceirizados vamos passar de 300. O último grande acidente de trabalho que teve tantas mortes foi na década de 1970, também em Minas Gerais, com o desabamento da laje de uma construção chamada de galpão da Gameleira, no bairro de mesmo nome em Belo Horizonte, onde morreram 69 trabalhadores.  Em Brumadinho, a empresa principal tinha mais de 400 empregados, mas claro que trabalhavam em turno. Temos ainda várias terceirizadas que prestavam serviço para a Vale: empresas de engenharia, de alimentação, de manutenção de máquinas, eram muitas empresas terceirizadas. Como já temos mais de 160 corpos identificados e faltam mais de 150, vai passar de 300. Na comunidade não sei exatamente quantos morreram, mas mesmo o pessoal da pousada, a maioria era trabalhador, além dos hóspedes. É uma tragédia trabalhista, humanitária e ambiental muito grande.

Confira a entrevista completa na edição de março da Revista Proteção.



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Avaliando o conforto

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

AUTORES: Rudnei Palhano e Eduardo Wüst 

Amortecimento, materiais e índice de pronação são variáveis a serem consideradas

Os calçados foram criados a partir da constante busca do ser humano para atender suas necessidades básicas de sobrevivência, sendo um meio de proteger os pés e atuar como elemento de conforto. A busca pelo incremento do conforto, aliado a um design moderno e dentro de padrões que respeitem as características individuais vem sendo um trabalho complexo para pesquisadores e indústrias do setor calçadista. Durante anos, o calçado passou por muitas transformações tendo como função principal a proteção dos pés no que se refere à temperatura, irregularidades da superfície, estabilidade, entre outros agentes externos.

Nos últimos 20 anos os calçados apresentaram mudanças significativas. A possibilidade de que o calçado aumente a eficiência ou economize energia durante atividades diárias tem sido uma busca para pesquisadores e indústrias de calçados.

Durante a marcha humana, o solado do calçado é a única parte que está em contato direto com o solo. Segundo o autor Melvyn Cheskin e colaboradores, o solado tem a função de determinar o coeficiente de atrito entre o calçado e o solo, proporcionar flexibilidade, durabilidade e absorver o impacto.

Confira o artigo completa na edição de março da Revista Proteção.










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40 anos sem revisão

FOTO: Shutterstock

AUTOR: Roque Puiatti

Incoerências e descritérios na insalubridade por exposição a substâncias químicas

Passados mais de 40 anos da publicação da Norma Regulamentadora no 15, mais especificamente sobre a parte de Agentes Químicos, Anexos nos 11, 12 e 13, e com raras revisões nesse período, uma releitura do Anexo no 11, à luz dos conhecimentos atuais sobre o assunto, é necessária para compreender-se os reais impactos da não revisão deste instrumento normativo.

Neste período, além da revisão e atualização de inúmeros Limites de Exposição Ocupacional/Limites de Tolerância por vários países, a ONU (Organização das Nações Unidas), por meio do UN Subcommitte of Experts on the Globally Harmonized System of Classification and Labelling of Chemicals (UN SCEGHS) construiu e publicou o Sistema Globalmente Harmonizado de Classificação e Rotulagem de Produtos Químicos, conhecido como GHS. O Sistema classifica as substâncias químicas de acordo com critérios harmonizados e que constam da publicação da ONU denominada Purple Book (Livro Púrpura).

Confira o artigo completa na edição de março da Revista Proteção.








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Execução segura

FOTO: Orion

AUTOR: Agenor M. Fatureto

Metodologia auxilia na decisão por se trabalhar com circuito energizado ou desenergizado

A finalidade deste artigo é oferecer uma ferramenta para auxiliar os gestores da segurança que atuam em instalações elétricas com um método denominado MASP (Metodologia de Análise e Solução de Problemas). O método pode ser aplicado para a tomada de decisão sobre se a intervenção de manutenção elétrica será realizada com o circuito energizado, como prefere a empresa, ou se será feita no modo desenergizado, que é a vontade dos trabalhadores e a prioridade exigida pela NR 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.

Muitas vezes, esta questão não está associada exclusivamente à preferência da empresa em si, mas envolve outros aspectos críticos que determinam que se evite ao máximo a desenergização. Isto é muito comum em empresas distribuidoras de energia elétrica que devem a todo o custo evitar interrupções de clientes críticos como hospitais, por exemplo.

Confira o artigo completa na edição de março da Revista Proteção.








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Erros e acertos

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

AUTOR: Everardo A. da Costa

Diretrizes para avaliação da audição em trabalhadores devem ser revistas

A Portaria nº 19 do Ministério do Trabalho, publicada em 1998, pode ser considerada como um marco histórico nacional para a abordagem das disacusias dos trabalhadores. Antes dela, havia um conflituoso emaranhado de normativas técnicas e legais e a doença era considerada a segunda causa de distúrbios auditivos, só perdendo em ocorrência para a presbiacusia. Depois de 20 anos de seu uso, pode-se verificar o quanto caiu a incidência de casos novos, que podem ser abordados logo no início de seu desencadeamento. Além disto, a maioria dos trabalhadores com exames alterados conseguiu se adaptar às condições laborais sem indicativos de risco de agravamento.

Evidentemente, todo este avanço não se deve exclusivamente à Portaria nº 19, mas a um conjunto de normativas técnicas e legais implantadas nos anos de 1990. No entanto, depois de 20 anos de vigência, cabem perfeitamente algumas considerações críticas sobre seus erros e seus acertos.

Confira o artigo completa na edição de março da Revista Proteção.








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