Delta Plus - Diamonddv - banner 01 - Agosto
P Assinatura Proteção digital banner 1
 
 
    Acidentes do Trabalho
    Doenças Ocupacionais
    Empresas & Negócios
    Estatísticas
    Eventos
    Geral
    Legal
    Leia na Edição do Mês
    Práticas de Prevenção
    Produtos & Serviços
    Últimas Notícias
P NN Eventos 2018 - Banner 5


Você está em: Edições / Ed. 2/2018
 
Edição 2/2018
MATÉRIA DE CAPA
PCA é prevenção

Reportagem de Martina Wartchow

Crédito capa: Maria Fernanda Cintra

Programa de Conservação Auditiva é grande aliado da saúde dos trabalhadores e das empresas
Mesmo sendo doenças ocupacionais passíveis de prevenção, os distúrbios auditivos como a PAIR (Perda Auditiva Induzida pelo Ruído) seguem entre os problemas de saúde presentes em inúmeras atividades laborais. Nas últimas duas décadas, entretanto, em função da legislação voltada à Segurança e Saúde no Trabalho e ao avanço da tecnologia, que possibilita processos produtivos mais seguros e menos ruidosos, vêm crescendo nas empresas brasileiras a preocupação com esse agente de risco físico e a prevenção de suas possíveis consequências.

Nesse sentido, o Programa de Conservação Auditiva vem sendo cada vez mais utilizado como uma importante ferramenta de gestão do ruído ocupacional. Mais do que evitar a ocorrência ou o agravamento de distúrbios auditivos e outros males, preservando a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, um PCA eficaz é importante para a saúde financeira dos negócios, pois evita gastos com multas em fiscalizações e reclamatórias trabalhistas. Além disso, funcionários saudáveis e satisfeitos, menos estressados em suas atividades laborais, sentem-se mais confiantes e se tornam mais atentos e concentrados, ou seja, mais produtivos e menos propensos a acidentes e a doenças ocupacionais. Consequentemente, estão presentes e ativos em suas funções, o que reduz, ainda, prejuízos com absenteísmo e presenteísmo e gastos com novas contratações e treinamentos. A conservação da boa imagem da empresa e o respeito do mercado e da sociedade são outros benefícios.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Uma lutadora

FOTO: Stuart Costa

Entrevista à jornalista Martina Wartchow

Incansável, auditora fiscal dedica-se há mais de três décadas ao combate dos trabalhos infantil e escravo

Chefe da Divisão de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador da SIT (Secretaria de Inspeção do Trabalho) do Ministério do Trabalho desde outubro de 2016, a auditora fiscal Marinalva Cardoso Dantas, 63 anos, passou a maior parte de sua trajetória profissional em campo. Ela é pioneira e tem uma história de mais de três décadas de forte combate aos trabalhos infantil e escravo no Brasil. De uma família muito pobre e nascida em Campina Grande/PB, ela foi criada por tios em Natal/RN, onde, diferentemente de seus irmãos, teve uma infância digna e acesso aos estudos. Já naquela época, a vontade de lutar por melhores condições de vida para crianças e adolescentes aflorou. Formou-se, então, advogada e, após trabalhar alguns anos para o governo estadual, junto à Fundação do Bem-Estar do Menor, fez o concurso e se tornou auditora fiscal em 1984, atuando sediada no Rio Grande do Norte por muitos anos. Atualmente, reside em Brasília/DF.

Como uma das integrantes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel de Combate ao Trabalho Escravo desde o início, em 1995, já ajudou a libertar mais de 53 mil escravos no país. Sua coragem e persistência são contadas, inclusive, no livro `A dama da liberdade’, do jornalista recifense Klester Cavalcanti, publicado pela editora Benvirá em 2015. Marinalva também é uma das 40 mulheres - uma das sete ainda vivas - destacadas no livro `Extraordinárias - Mulheres que revolucionaram o Brasil’, escrito por Aryane Cararo e Duda Porto de Souza e publicado em 2017 pela Companhia das Letras. Determinada e incansável, ela é otimista e acredita no fim dos trabalhos infantil e escravo no Brasil.

Como se tornou auditora fiscal do trabalho com ênfase no combate aos trabalhos infantil e escravo?
Trabalhei durante cinco anos como advogada, fazendo defesas jurídicas de crianças e adolescentes na Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor (Rio Grande do Norte). Cuidava de crianças e adolescentes vulneráveis, como abandonados, infratores, para adoção, abusados sexualmente. Na época, eu estava esperando meu segundo filho e sofrendo um forte assédio moral, pois as pessoas me diziam que, quando acabasse minha gestação, eu seria demitida após o período de estabilidade e ficaria anos desempregada. A possibilidade de ficar sem um salário para sustentar meus filhos me assustava muito, pelo fato de cuidar de tantas crianças com problemas. Então uma auditora me avisou que haveria concurso para auditor fiscal do Ministério do Trabalho e que os horários flexíveis (não fixos) de trabalho permitiriam, inclusive, que eu tivesse mais tempo para ficar com meus filhos. Achei uma boa ideia e comecei a estudar muito. Durante a minha licença maternidade, passei no concurso e, quando terminou a licença, comecei como AFT. Foi em 1984. Há 33 anos. Idade de Cristo. E 33 são 3 x 11. Uma infância dura 11 anos. Estou há três infâncias no Ministério do Trabalho e a minha luta principal é de combate ao trabalho infantil. Estou nessa luta desde que ela começou, desde que o Brasil assumiu que tinha 8 milhões de crianças sendo exploradas (em 1992) e ainda estou aqui, na reta final, trabalhando para que a gente consiga erradicar o trabalho infantil até 2025.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Prêmio Proteção Brasil

Foco nas soluções

Linde Gases Ltda / Case Ouro na Categoria Ergonomia no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Linde Gases

Percebendo os desafios e características de cada filial, a  empresa conseguiu  e adequar e compartilhar boas práticas


Preocupada com a saúde, segurança e bem-estar de seus colaboradores, a Linde Gases desenvolveu um programa que, a longo prazo, pretende antecipar e prevenir acidentes e doenças ocupacionais. O projeto que teve início em 2015 já tem dado frutos, que garantiram a distinção Ouro na categoria Ergonomia do Prêmio Proteção Brasil 2017.

Criada em 1879 na Alemanha, a empresa é líder mundial no fornecimento de gases industriais, de processos e gases especiais. Seus produtos e serviços podem ser encontrados em quase toda a indústria, em mais de 100 países, contabilizando mais de 68 mil funcionários. No Brasil, as operações da Linde são desenvolvidas por três divisões: de gases industriais, medicinais e a divisão de engenharia. São mais de 30 unidades espalhadas por diversas cidades do país, operando com produção e distribuição em fábricas e filiais que empregam o total de 585 trabalhadores.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Prêmio Proteção Brasil

Controlando o invisível

Jaguar Land Rover / Case Ouro na Categoria Espaço Confinado no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Divulgação

Amplo trabalho de reconhecimento e gestão dos  riscos garantiu a segurança nos espaços confinados

Trabalhando de forma preventiva, a Jaguar Land Rover desenvolveu um procedimento em conjunto com as áreas de manutenção, emergência e Segurança do Trabalho visando o controle dos riscos encontrados em espaços confinados. Esse programa de gestão de riscos rendeu à empresa a distinção Ouro na categoria Espaço Confinado no Prêmio Proteção Brasil 2017.

A Jaguar Land Rover é a maior fabricante de automóveis do Reino Unido e possui duas marcas: a Jaguar, com mais de 80 anos de história, marca premium que mais cresce no Brasil, e a Land Rover, que, desde 1948, é referência mundial em veículos para todo tipo de terreno. Controlada pelo grupo indiano Tata Motors, a companhia conta com cerca de 42 mil colaboradores em todo o mundo e comercializa seus produtos em 130 países. A produção de veículos é centralizada no Reino Unido, com plantas adicionais na China, na Índia, na Eslováquia e no Brasil, cuja fábrica foi inaugurada em 2016 no município de Itatiaia/RJ, onde possui cerca de 400 colaboradores. As práticas adotadas são as mesmas para todos os trabalhadores e desde sua implementação não houve ocorrências de acidentes de trabalho em espaços confinados.



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
No caminho certo

Foto: Schutterstock

AUTORA: Giséle Reis Gonçalves

Programa faz parte da estratégia de segurança em empresa de mineração

O marco à prevenção de acidentes com mãos e dedos surgiu após a estratificação dos dados de acidentes ocorridos no período de 2008 a 2013 comprovando-se que a maioria dos acidentes ocorre com as mãos e dedos. Acidentes são dolorosos, de recuperação lenta e as mãos, por se tratarem de órgãos cuja importância é vital para o desenvolvimento sócio cultural e econômico do ser humano, se tornam bastante vulneráveis ao trauma, já que são necessárias para realizar inúmeras tarefas o tempo todo.  Hoje, mais de um terço (34,2%) de todos os acidentes ocupacionais notificados no Brasil atinge as mãos, segundo as últimas estatísticas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e quase 10% deles são considerados traumáticos.

A mão é composta por articulações, ligamentos e tendões, músculos, nervos, vasos sanguíneos, tecido, muitos ossos pequenos chamados carpos, metacarpos e falanges. O carpo é a porção proximal da mão, ou seja, o conjunto de ossos dos membros anteriores (ou das extremidades superiores, no homem) que articulam com os ossos do antebraço e com os do metacarpo, em todos os vertebrados que apresentam aqueles membros. O metacarpo é a parte intermediária do esqueleto da mão que está localizado entre as falanges (ossos dos dedos) e o carpo forma a conexão com o antebraço e os dedos, que por sua vez, são as extremidades dos membros.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Exposição humilhante

FOTO: Schutterstock

AUTOR: Aparecido Inácio Ferrari de Medeiros

Caracterização, consequências e atitudes para prevenir ou contornar o problema

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), assédio moral é a exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras. A OIT chegou a esta conclusão porque a violência no trabalho aumenta em todo o mundo e em alguns países alcança os níveis de epidemia. Na Europa foram constatados mais de 12 milhões de vítimas em 1996. A entidade apurou que práticas como a intimidação, a perturbação sistemática, as ameaças partem também de companheiros psicologicamente instáveis.

Este estudo adverte ainda que são enormes os custos do assédio moral no local de trabalho e podem provocar perdas milionárias devido a causas como o absenteísmo (faltas injustificadas e reiteradas ao trabalho) ou as licenças médicas. A pesquisa foi realizada por Vittorio Di Martino, especialista internacional em problemas de estresse e violência no trabalho, e por Duncan Chappell, ex-presidente da Revista de Saúde Mental de New South Wales, na Austrália, e do Tribunal Arbitral do Commonwealth, no Reino Unido. Por isso, o assédio moral se não for prevenido, ofende a dignidade ou integridade física do trabalhador. A nossa Constituição Federal estabelece em seu artigo 1º a proteção à dignidade da pessoa humana: "Constituição Federal do Brasil: Art. 1º - A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...). III - a dignidade da pessoa humana".



----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Ferramenta valiosa

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

AUTOR: Eduardo Kremer

PDCA é utilizado com sucesso na adequação de parque fabril em indústria de chocolate

A necessidade de adequação às normas legais vigentes e o alto custo estabelecido pelo mercado para realização destes serviços trazem consigo várias incertezas às organizações, que devem ser estudadas e analisadas para que se alcance o objetivo final. Diante deste cenário, este artigo apresenta uma proposta de plano de adequação à NR 12 em máquinas e equipamentos baseados na ferramenta de gestão PDCA, buscando por meio dela, além da minimização do investimento financeiro, a estruturação necessária para implantar de forma clara e objetiva os requisitos impostos pela legislação.

Para o desenvolvimento do trabalho utilizou-se como pilar o envolvimento de todos os interessados da empresa, extraindo o conhecimento já existente dos funcionários, complementando com profissionais capacitados e habilitados nas áreas afins. Como resultado obteve-se um plano de adequação à NR 12, elencando-se passo a passo o caminho a ser seguido. A pesquisa permitiu aprofundar o conhecimento técnico na Norma Regulamentadora 12 e contribuiu para conscientizar os trabalhadores sobre a importância da Segurança e Saúde no Trabalho. O Brasil apresenta uma média anual de mais de 700 mil trabalhadores segurados que são acidentados. Estes acidentes geram um rombo para Previdência Social em aproximadamente 15 bilhões de reais para custear benefícios, tratamentos e indenizações, podendo alcançar a marca de 75 bilhões de reais se incluídos aí custos de demais órgãos públicos e de toda a sociedade.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





Edição do Mês
 
Banner 06 - Conest - Agosto
Banner 06 - Saúde e Vida - Julho
 

 
 
© Copyright 2009 - Revista Proteção. Todos direitos reservados.
Rua Domingos de Almeida, 218 - 93.510-100 - Novo Hamburgo - RS - Brasil. Central de Atendimento: 51 2131.0400
Revista Proteção Outras Publicações Nossos Eventos Eventos SST SuperGuiaNet Loja Virtual Legislação
Download Entidades Galerias Fale Conosco
Loft Digital