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Você está em: Edições / Ed. 12/2017
 
Edição 12/2017
MATÉRIA DE CAPA
No caminho certo

Reportagem de Raira Cardoso

Crédito capa: Beto Soares/Estúdio Boom

Completando três décadas de existência, a Revista Proteção comemora suas conquistas e a evolução da SST no país com profissionais e entidades parceiras, que colaboram mensalmente para manter a qualidade da publicação

Neste mês, Proteção está completando 30 anos. Mantendo sua visão inicial de colaborar para o desenvolvimento da Saúde e Segurança do Trabalho no país por meio da disseminação de informações técnicas de qualidade, a publicação se consolidou como a mais importante do setor prevencionista. A revista pretende ter vida longa. Mas para marcar estas três décadas de história, além de relembrar como e por quê tudo começou, entidades, empresas e profissionais com percurso marcante na área, que colaboram constantemente para o conteúdo do periódico, falaram sobre o papel da revista e sua importância para a promoção da cultura de prevenção. Também aproveitaram para destacar reportagens e iniciativas que marcaram sua trajetória.

Somando mais de um milhão de acidentes de trabalho por ano, o Brasil da década de 80 ainda engatinhava nas questões referentes à Saúde e Segurança do Trabalho. Utilizadas até hoje como parâmetro de SST para as mais diversas atividades econômicas, as Normas Regulamentadoras, que foram instituídas na Portaria nº 3.214 do Ministério do Trabalho em 1978, ainda eram novidade. Já os SESMTs (Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho) e as CIPAs (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes), embora obrigatórias há mais tempo, ainda encontravam dificuldades para se consolidar nas empresas como verdadeiras ferramentas a favor da prevenção.



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Prêmio Proteção Brasil

Fontes de inspiração

Foto: Cris Oliveira/Nissan

Reportagem de Martina Wartchow

Cases de Segurança e Saúde no Trabalho de empresas e profissionais de todo o país são reconhecidos

Criar projetos de Segurança e Saúde no Trabalho em consonância com a produtividade é desafio aceito por empresas e profissionais de todo o Brasil que, anualmente, são destacados no Prêmio Proteção Brasil, a mais importante distinção concedida a ações desenvolvidas dentro das organizações em prol da SST. Desde 2005, a iniciativa da revista Proteção vem homenageando as melhores práticas que trazem qualidade de vida aos trabalhadores, evitando adoecimentos, lesões e mortes, e contribuem para o sucesso dos negócios.

Na edição deste ano, de um total de 131 trabalhos inscritos, 17 empresas foram agraciadas como as melhores, algumas em mais de uma das 20 categorias. Nesta reportagem, você conhecerá com detalhes as vencedoras. O troféu de melhor case nacional ficou com a Nissan do Brasil (Resende/RJ), com o projeto `Os passos para uma adequação à NR 12 de sucesso’, que também conquistou o título da região Sudeste e o ouro na categoria Segurança de Máquinas e Equipamentos.



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Prêmio Proteção Brasil

Melhoria contínua

Nissan do Brasil / Melhor Case Nacional e da Região Sudeste e Case Ouro na Categoria Segurança de Máquinas e Equipamentos no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Nissan

Dentro da gestão de SST da empresa, grande prensa é readequada à NR 12 após mudanças na produção

Acidente zero e ausência de inconformidades são resultados importantes da gestão de segurança em máquinas e equipamentos da Nissan do Brasil, que, em 2017, mais uma vez, subiu ao pódio do Prêmio Proteção Brasil, desta vez, como melhor case nacional, campeã da região Sudeste e ouro na categoria Segurança de Máquinas e Equipamentos. Sob o título `Os passos para uma adequação à NR 12 de sucesso’, o projeto foi direcionado à maior máquina da empresa, a prensa japonesa IHI, e também destacou a unidade brasileira mundialmente como exemplo em SST.

A gestão de segurança em máquinas e equipamentos faz parte do processo de melhoria contínua da Nissan do Brasil e teve início com a construção da fábrica 100% própria, que, depois de 22 meses de obras, foi inaugurada em abril de 2014 em Resende/RJ. Todas as 1.500 máquinas adquiridas para o complexo foram inventariadas e tiveram seus riscos analisados de acordo com a NR 12. Posteriormente, foram feitas as adequações necessárias. "O maior objetivo, além de se trabalhar na prevenção, foi o de garantir a saúde e a integridade física dos colaboradores, assim como adotar medidas apropriadas para todos envolvidos, direta ou indiretamente, no trabalho", destaca a gerente de Segurança e Higiene Ocupacional da empresa, a engenheira de Segurança do Trabalho Ivana Ribeiro.



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Prêmio Proteção Brasil

Rumo ao mais alto nível

Mineração Maracá / Melhor Case da Região Centro-Oeste e Case Prata na Categoria Gerenciamento de Riscos no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: MMIC

Sistema de Gestão de SSO visa zero fatalidade, zero acidente com lesão e zero acidente ambiental

A evolução da cultura organizacional da empresa e a redução de acidentes são importantes conquistas do Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional da Mineração Maracá Indústria e Comércio. Além disso, com o case `Um time, um objetivo: zero!’, a empresa conquistou o lugar mais alto do pódio da região Centro-Oeste e a prata na categoria Gerenciamento de Riscos do Prêmio Proteção Brasil 2017. "O gerenciamento eficaz do desempenho de SSO da MMIC tem como alvo as pessoas e as suas ações em relação à conformidade dos procedimentos, regulamentos, à integridade dos processos mecânicos, às condições físicas e à sua capacidade de continuadamente identificar, analisar e minimizar a exposição aos riscos e às falhas", ressalta o gerente regional de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Comunidades da Yamana Gold no Brasil, o engenheiro de Segurança do Trabalho Guilherme Araujo.

Localizada em Alto Horizonte, Goiás, a mina Chapada da Mineração Maracá foi o primeiro grande empreendimento implantado pela multinacional canadense Yamana Gold no país em 2005 e hoje beneficia 22 milhões de toneladas de concentrado de cobre ao ano. A unidade também produz anualmente 110 mil onças de ouro.



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Prêmio Proteção Brasil

Tecnologia que otimiza

Embasa / Melhor Case da Região Nordeste e Case Prata na Categoria Espaço Confinado no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Luciano Rego

Ferramenta online criada em parceira com trabalhadores simplifica cadastro e gestão de SST nos espaços confinados

Pioneira em saneamento básico no Brasil, a Embasa (Empresa Baiana de Águas e Saneamento), com sede em Salvador/BA, também saiu na frente na modernização e otimização do cadastramento e gerenciamento de Segurança e Saúde no Trabalho em espaços confinados. Mais do que garantir o bem-estar e a vida de seus trabalhadores, a iniciativa resultou na conquista do Prêmio Proteção Brasil 2017. O case proCEC (Plataforma de Cadastro e Gestão de Espaços Confinados) foi escolhido o melhor da Região Nordeste e também levou a prata na categoria Espaço Confinado.

Uma sociedade de economia mista que tem como acionista majoritário o governo da Bahia, a Embasa foi criada em 11 de maio de 1971 quando ocorreram as primeiras iniciativas em saneamento básico no Brasil por meio do Planasa (Plano Nacional de Saneamento). Atualmente com 4.600 funcionários, a empresa é a principal executora dos serviços de captação, tratamento e distribuição de água por meio de 19 unidades regionais, 2 parques e 3 unidades administrativas em todo o Estado, atendendo 364 municípios dos 417 e 12,7 milhões de pessoas com abastecimento de água e 4,5 milhões com esgoto sanitário.



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Prêmio Proteção Brasil

CIPA digital

Norte Energia  / Melhor Case da Região Norte e Case Ouro na Categoria Atuação da CIPA no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Beto Silva/Norte Energia

Softwares agilizam eleições e gestão das atividades da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes

Para encurtar distâncias no meio da selva amazônica, as eleições e o gerenciamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da Norte Energia foram informatizados. O projeto, intitulado `Inovação tecnológica na gestão da CIPA’, vem contribuindo na prevenção de acidentes ocupacionais e resultou na conquista de melhor case da região Norte e ouro na categoria Atuação da CIPA do Prêmio Proteção Brasil 2017.

A Norte Energia é a empresa responsável pela construção - iniciada em 2011 - e operação - prevista para 2020 - da Usina Hidrelétrica Belo Monte (UHE), em Vitória do Xingu/PA, assim como pelas obras do entorno, que são compromissos do Plano Básico Ambiental do empreendimento ou condicionantes das licenças do Ibama. Tais obras abrangem toda área de influência da UHE, que engloba, além de Vitória do Xingu, os municípios de Altamira, Gurupá, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Placas, Uruará e Pacajá, além de 35 etnias indígenas.



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Prêmio Proteção Brasil

Ergonomia feita por todos

Dana Brasil / Melhor Case da Região Sul e Case Prata na Categoria Ergonomia no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Marcos Massa

Ações de prevenção contribuem para redução de taxas de frequência e gravidade de acidentes

Além de obter a redução de 91% da taxa de frequência e de 81% da gravidade dos acidentes ocupacionais, o Programa de Ergonomia Dana contribuiu para o fortalecimento da cultura prevencionista da empresa e resultou na conquista de melhor case da Região Sul e da prata na categoria Ergonomia do Prêmio Proteção Brasil 2017. A iniciativa, desenvolvida no complexo de Gravataí/RS, não se restringe aos processos existentes, mas é aplicada em todo novo projeto, para antecipar a gestão de qualquer risco ergonômico, e também se destaca pelo direto envolvimento dos times, com o apoio das lideranças.

A multinacional norte-americana Dana é especializada em sistemas de transmissão, vedação e gerenciamento térmico que melhoram a eficiência e o desempenho de veículos de passageiros, caminhões e equipamentos fora de estrada. Em 2017, a empresa completou 70 anos de atuação no Brasil, onde tem unidades em Gravataí (RS), Campinas, Diadema, Jundiaí, Sorocaba e Taubaté (SP), contando com 3.000 colaboradores.



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Atuação pioneira

FOTO: Valdir Lopes

Entrevista à jornalista Daniela Bossle

Para o médico a testagem de drogas é imprescindível para frear o consumo de drogas e álcool no trabalho

Nascido em Nanking, na China, o médico pediatra e toxicologista Anthony Wong, 70 anos, veio para São Paulo com sua família aos cinco anos de idade. Chegou a iniciar a faculdade de Medicina nos Estados Unidos, porém, seu coração já era brasileiro e ele decidiu voltar e fazer Medicina na Universidade de São Paulo. Fez residência médica no Departamento de Pediatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e em seguida fez residência em Toxicologia Clínica tornando-se mais tarde doutor nesta área. Atuando há 40 anos em centros de assistência toxicológica, em 1999 assumiu a chefia médica do Ceatox (Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas) da Universidade de São Paulo no qual Wong conseguiu formar um centro voltado para o ambiente universitário em que os alunos passaram a ter contato direto com a área por meio de estágio, além do atendimento aos casos de intoxicações.

O médico também atua em outras instituições nacionais e internacionais. É vice-presidente do Fórum Internacional de Testes de Álcool e Drogas, membro efetivo da Academia Americana de Toxicologia Clínica, assessor do Grupo de Farmacovigilância da Organização Mundial da Saúde, diretor médico do Maxilabor, laboratório pioneiro na realização de testes toxicológicos, entre outras atividades.

Na entrevista, Wong conta sua trajetória profissional principalmente em toxicologia ocupacional e especialmente sobre a adoção de programas de prevenção e controle ao uso de álcool e drogas nas empresas.

O que fez o senhor voltar-se para a área de Toxicologia?
Quando eu estava no término da minha residência em Pediatria, o professor titular do Departamento de Pediatria da USP abreviou minha residência e me disse que `agora eu ia fazer parte da equipe de terapia intensiva em Pediatria’. Isso em 1974. A unidade era pioneira porque não tinha nenhuma outra formada no Brasil e em nenhuma parte do mundo, só nos Estados Unidos. Aí comecei a atuar junto à equipe e logo entendi que um dos maiores problemas relacionados à intoxicação de crianças é o uso indevido de remédios e de substâncias químicas que contribuem para o agravamento das doenças das crianças. E não é só intoxicação acidental; eram muitas vezes intoxicações causadas por erro médico, por usarem remédios demais ou por não se aterem que certos medicamentos eram muito mais tóxicos do que os próprios médicos imaginavam.



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Robôs colaborativos

Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Autor: Marcio Damélio

Não há no mercado dispositivos que atendam a uma interação segura e funcional

Nos últimos anos, as aplicações na indústria automobilística fizeram grandes progressos nas áreas dos sistemas de acionamento e detecção de objetos, abrindo, assim, caminho para uma nova era da interação entre homem e máquina.

No que diz respeito à segurança funcional e às consequentes normas associadas, tais como IEC 61508, IEC 62061 e ISO 13849-1/-2 [1, 2, 3, 4], os novos robôs recentemente desenvolvidos com funções otimizadas permitem, entretanto, uma estreita colaboração com o homem no mesmo espaço de trabalho. Quando, no setor industrial, as capacidades do homem são combinadas com as dos robôs, obtêm-se soluções de produção que se destacam, entre outras coisas, pela mais elevada qualidade, baixo custo, melhor ergonomia e ciclos de trabalho mais rápidos (palavras-chave para a "Indústria 4.0").

Com base no atual estado tecnológico das normas internacionais relacionadas com a segurança de robôs industriais (ISO 10218-1/-2) [5, 6] e especialmente de robôs colaborativos (ISO/TS 15066) [7], neste artigo procuramos explicar as especificações contidas nestas normas e que se aplicam ao desenvolvimento de sistemas robotizados colaborativos mais seguros. Procuramos mostrar, ainda, os limites das tecnologias atuais, os requisitos para esse tipo de aplicação colaborativa e os desenvolvimentos pendentes.



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Orientação vital

Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

Autora: Cristiane de Almeida Pereira*

Papel do médico do Trabalho na prevenção do câncer de pele ocupacional é fundamental

O câncer de pele é uma doença muito prevalente em todo o mundo e pode ser dividido em três tipos: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Em relação ao seu comportamento, é dividido didaticamente em carcinoma de pele não melanoma (CPNM) e carcinoma de pele melanoma (CPM).

O CPNM é o tipo mais frequente, porém, menos agressivo, e engloba os carcinomas basocelular e espinocelular; a exposição excessiva ao sol é o principal fator de risco para o seu surgimento.

O CPM é o mais incomum de todos os tumores de pele, porém sua letalidade é mais elevada, visto que frequentemente produz metástases. Os fatores de risco são: história pessoal ou familiar de melanoma, exposição à radiação ultravioleta (RUV), herbicidas (como agente laranja, paraquat, arseniato de chumbo e organoclorados), formaldeído (utilizado na conservação e na esterilização para fins industriais e cosméticos), clorofluorcarbono (que danifica a camada de ozônio), hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (presentes no alcatrão), bifenilpoliclorinado (foi muito utilizado em transformadores, condensadores e outros equipamentos elétricos), imunossupressores (como a Azatioprina e a Ciclosporina) e fuligens de chaminé.

* Artigo originalmente publicado na Revista Brasileira de Medicina do Trabalho - Volume 15 - Número 1 - 2017.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





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