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Edição 1/2019
MATÉRIA DE CAPA

Assessoria é coisa séria

Reportagem de Martina Wartchow

Crédito capa: Beto Soares/Estúdio Boom

Em tempos de eSocial, serviços de suporte a empresas precisam ser aperfeiçoados para contribuírem no fortalecimento de uma real cultura de Segurança e Saúde no Trabalho

Embora representem menos de 10% do total de dados a serem transmitidos, os eventos de Segurança e Saúde no Trabalho têm gerado grande parte das reclamações e dúvidas de empresas, assim como mudanças de leiautes e postergações de prazos na implantação do eSocial (Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas). Não porque mudaram as exigências legais voltadas à prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, pois apenas a forma como sua declaração deverá ser feita e atualizada é que foi alterada. Mas, principalmente, por causa de uma ainda existente "cultura prevencionista cartorial", ou seja, de preenchimento da papelada básica de gaveta a ser apresentada no caso de uma eventual auditoria. E, ainda, pela inexistência de programas de SST estratégicos bem desenvolvidos e colocados em prática de fato nas organizações.

Nesse cenário, que demanda mais envolvimento e trabalho, não só no que diz respeito à qualificação dos cadastros administrativos, mas, principalmente, na criação de ambientes laborais realmente seguros, saudáveis e, consequentemente, mais produtivos, cresce a importância dos serviços de consultoria de qualidade na área. Estes, por sua vez, também precisam passar por aprimoramentos para atender às novas demandas do seu público com competência e responsabilidade. Por isso, as assessorias sérias estão mobilizadas na capacitação de seus colaboradores, investindo em estrutura, adquirindo ferramentas apropriadas e buscando a gestão otimizada de SST para seus clientes. Os novos tempos também exigem mobilização conjunta, de parceria, entre as partes.

Confira a reportagem completa na edição de janeiro da Revista Proteção.



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Organizações estão doentes

FOTO: Fernanda Ferreira Gil

Entrevista à jornalista Daniela Bossle

Fatores psicossociais no trabalho agravam transtornos mentais e estão entre as principais causas de afastamentos

O médico Sérgio Roberto De Lucca formou-se em 1983 na Unicamp (Universidade Federal de Campinas) concentrando sua residência em Medicina Preventiva e concluindo em seguida a especialização em Medicina do Trabalho. Fez carreira acadêmica na área de saúde do trabalhador e seu doutorado em 1994 foi focado nas questões de acidentes e mortes no trabalho.

Sua experiência paralela como médico do Trabalho e diretor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente na Pirelli e depois na TIM, acabou contribuindo para que ele aguçasse seu olhar para os fatores que estavam acidentando e adoecendo boa parte dos trabalhadores, como a LER/DORT, com maior elevação a partir dos anos de 1980 e 1990 e os transtornos mentais mais recentemente. "Minha experiência na Tim, notadamente nos call centers, já anunciava uma mudança de rumo e a importância do impacto dos fatores psicossociais na gênese dos acidentes de trabalho. Desde então, dirigi minhas pesquisas e orientações para o campo da saúde mental e fatores psicossociais desencadeantes de estresse, sofrimento psíquico e adoecimento dos trabalhadores por transtornos mentais relacionados ou agravados pelas condições e modelos de gestão no trabalho contemporâneo", explica.

Atualmente De Lucca dedica-se integralmente à docência e à pesquisa na Unicamp onde coordena a área de Saúde do Trabalhador do Departamento de Saúde Coletiva da Faculdade de Ciências Médicas. Nesta entrevista, ele fala sobre o aumento dos transtornos mentais relacionados ao trabalho, não só no Brasil, mas em todo o mundo e sobre como os países da União Europeia vêm conduzindo esta questão junto às empresas. Utilizando a metodologia do HSE (Health and Safety Executive), traduzida e aplicada por ele em empresas brasileiras, ele relata sobre seus achados e perspectivas sobre a gestão da saúde mental no trabalho.

Na sua percepção, a que se deve o aumento dos transtornos mentais relacionados ao trabalho no país? Sempre existiram e não eram percebidos ou de fato estão aumentando?
O que está acontecendo ultimamente é que parte das pessoas está sem trabalho, desempregada, nós temos hoje 13, 14 milhões de pessoas que estão desempregadas, e aquelas que estão empregadas estão trabalhando muito. Muito mais do que as 8 horas. Há os que trabalham 12, 14 horas. O trabalho, hoje, é contraditório, porque ele também pode gerar sofrimento e adoecimento. Muitas pessoas vão até trabalhar doentes com medo de serem demitidas. A partir dos anos 1990, com o advento das tecnologias de informação, do controle virtual, da invasão entre o público e o privado - à medida em que você é invadido na sua casa ou você leva coisas para casa e não consegue separar o tempo de lazer do tempo de trabalho - isso tem feito com que os transtornos mentais realmente aumentem. Estamos falando algo em torno de 200 mil casos novos de auxílio-doença no INSS relacionados a transtornos mentais. Isto representa 9% de todos os benefícios. Em 2017, tivemos 200 mil casos; em 2018 vamos ter cerca de 215 mil casos por ano. Isso de transtorno mental de um modo geral. Agora, os transtornos mentais relacionados ao trabalho são subnotificados.  Mesmo assim, temos, aproximadamente, 12 mil casos por ano. Então existe uma contradição: 200 mil casos não relacionados ao trabalho e só 12 mil casos relacionados ao trabalho. Quer dizer, parte desses casos que não estão relacionados ao trabalho, na verdade, está sendo subnotificada. Uma depressão, um transtorno de estresse, um transtorno de ansiedade podem acontecer por uma situação fora do trabalho, mas também podem ser agravados pelo trabalho. Tanto os médicos peritos da Previdência Social, quanto os médicos do Trabalho e os médicos psiquiatras, têm dificuldade de fazer o nexo individual. Se você está com uma hipertensão, por exemplo, você mede essa hipertensão. Se você perdeu um dedo, é evidenciada essa situação. Agora, no caso de um acidente de trabalho no qual você cai, bate a cabeça, tem um traumatismo cranioencefálico e começa a ter alterações de comportamento, não é tão evidente que esse transtorno mental seja relacionado ao trabalho. A mesma coisa se você presencia que o teu colega de trabalho foi preso numa máquina ou perdeu a vida por um acidente de trabalho: isso pode te ocasionar um transtorno de estresse pós-traumático. Uma outra situação é quando a pessoa está exposta cronicamente ou agudamente a alguns agentes tóxicos no meio ambiente que podem provocar alterações no sistema nervoso central. Por exemplo, solventes orgânicos, alguns metais, como mercúrio, chumbo ou mesmo manganês, que podem provocar uma síndrome parecida com Parkinson. E o terceiro, que é o mais importante, são aquelas situações da organização do trabalho, dos fatores psicossociais no trabalho, que podem estar agravando um transtorno mental.

Confira a entrevista completa na edição de janeiro da Revista Proteção.



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O melhor protetor

ILUSTRAÇÃO: Beto Soares/Estúdio Boom

AUTOR: Rafael P. Fernandes

Preservação da saúde auditiva depende de múltiplos fatores

A preservação da saúde auditiva dos trabalhadores é objetivo de todo prevencionista. O uso de protetores auditivos é bastante comum no meio ocupacional, pois o risco de exposição a níveis elevados de ruído é um dos mais presentes na indústria em geral. Mas, por que, mesmo com o uso de protetores auditivos as perdas auditivas continuam aparecendo?

Algumas das causas se dão porque a perda auditiva não acontece somente pela exposição a níveis elevados de ruído durante o trabalho, mas também, por outras exposições durante o lazer ou segunda ocupação, doenças e outras causas patológicas, uso de medicamentos e até pelo próprio envelhecimento.

Porém, existe também uma enorme contribuição da má proteção. Quero dizer, o uso de protetores auditivos que, na prática, podem não estar protegendo adequadamente os trabalhadores. Portanto, você precisa cuidar para que os protetores utilizados sejam realmente eficazes.

Confira o artigo completo na edição de janeiro da Revista Proteção.



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Muito além do CA

FOTO: Floyd Dean

AUTOR: Etore Frederici

A proteção química das roupas varia conforme o tipo de exposição do trabalhador

Segundo os últimos dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, o Brasil tem em média 700 mil acidentes de trabalho por ano. De acordo com o Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, de 2012 a 2017 foram 3,8 milhões de casos, dos quais cerca de 14 mil resultaram em morte. Até 2017, os afastamentos dos trabalhadores custaram aos cofres públicos mais de R$ 26 bilhões.

As empresas precisam abordar este tema de forma cada vez mais responsável e holística para diminuir esses índices. Não há segredo, mas dois pontos devem ser tratados com especial atenção: a falta de conhecimento em relação aos riscos ligados às atividades e à baixa qualidade de EPIs - mesmo aqueles com o Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho.

Especificamente no caso de proteção química e biológica, se por um lado, o CA é obrigatório por lei para a comercialização de itens como luvas, macacões, máscaras, mangotes ou trajes completos, essa aprovação não garante a proteção total para todo tipo de função que o trabalhador possa desempenhar.

Confira o artigo completo na edição de janeiro da Revista Proteção.



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Procuram-se líderes

FOTO: Bearsky23/Shutterstock

AUTORA: Andreza Araujo

Um bom gestor em SST precisa trabalhar com atributos específicos para envolver seu grupo

As organizações são feitas por pessoas. Nenhum resultado de negócio é alcançado sem o trabalho destas pessoas. Por essa razão, saúde e segurança são valores fundamentais para qualquer organização, simplesmente por estarem diretamente ligadas ao bem-estar e à vida. Por isso, assumir a relevância deste tema e tomá-lo para si, como um valor inegociável, é contribuir para a construção de um mundo melhor e mais justo para todos.

Os verdadeiros líderes em segurança fazem a diferença nos espaços em que atuam, não só dentro das organizações empresariais de que fazem parte, mas em todos os lugares e momentos da vida. Tapar as tomadas de casa para evitar que as crianças se machuquem, verificar se todos os ocupantes do carro estão usando o cinto de segurança, retirar um objeto do chão para evitar que alguém tropece - são atitudes típicas de quem vivencia a segurança diariamente, não apenas como uma prioridade, mas como um valor inegociável. Afinal, as prioridades podem mudar a cada momento, mas os valores são permanentes.

Confira o artigo completo na edição de janeiro da Revista Proteção.



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Papel fundamental

FOTO: Arte sobre foto de Eduardo Metroviche

AUTORES: Arnaldo Milan de Souza e Daniela Costa C. Maracea

Sindicato de trabalhadores nas indústrias de celulose têm poucas ações voltadas à SST

Como profissional da área de recursos humanos, atuando há mais de 25 anos em empresas do setor privado, estive ligado, em grande parte do tempo, às temáticas concernentes a relações sindicais e condições de trabalho. No aspecto das relações sindicais, as grandes demandas sempre foram as conversações e negociações referentes aos itens de remuneração, ou seja, aumentos coletivos, abonos salariais, benefícios, participação nos resultados etc. Eventualmente, discutia-se de forma conceitual acerca de itens mais abrangentes e genéricos, como, por exemplo: turnos de trabalho, adicionais de insalubridade e periculosidade, riscos, prevenção de acidentes entre outros. Muito raramente, presenciei a participação de sindicalistas em ações de prevenção de acidentes, como reuniões da CIPA, palestras em SIPATs ou projetos de qualidade de vida.

Também estudei os múltiplos fatores que, direta e indiretamente, impactam na vida laboral das pessoas e como eles interferem na produtividade das corporações. A relação destes fatores é extensa, mas, certamente, os itens relacionados às condições de trabalho, sua salubridade e segurança são os mais básicos. Pouco adianta, por exemplo, uma empresa implementar programas inovadores de desenvolvimento profissional, ou projetos agressivos ligados à remuneração se, em contrapartida, os empregados sofrem acidentes, ficam afastados, mutilados e, em muitos casos, vão a óbito.

Confira o artigo completo na edição de janeiro da Revista Proteção.










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