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Edição 1/2018
MATÉRIA DE CAPA
Fora de Controle

Reportagem de Raira Cardoso

Crédito capa: Beto Soares/Estúdio Boom

Por falta de conhecimento ou recursos financeiros, a gestão de Saúde e Segurança do Trabalho tem sido negligenciada em muitas das micro, pequenas e médias empresas brasileiras


Difundida no decorrer dos séculos, a ideia de que `saber é poder’ ganha ainda mais sentido quando considerada em relação às questões de Saúde e Segurança do Trabalho. Ao adotarem medidas preventivas de forma equivocada ou não terem nenhum controle dos riscos, empregadores e gestores expõem seus funcionários a adoecimentos, acidentes de trabalho e, até mesmo, à morte.

É justamente a desinformação o principal desafio, apontado pelos especialistas, a ser superado nas micro, pequenas e, muitas vezes, até nas médias empresas de todo o país. Sem a obrigatoriedade de constituir um Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, em sua grande maioria, esses estabelecimentos também encontram dificuldade para assimilar a complexa legislação brasileira relativa à saúde e segurança do trabalhador. Outra realidade encontrada é a chamada `indústria do papel’, em que programas como PPRA e PCMSO viram apenas documentos feitos para serem guardados na gaveta e apresentados em caso de fiscalização ou processo judicial.

Nesta reportagem profissionais experientes expõem o cenário encontrado nas MPMEs (Micro, Pequenas e Médias Empresas) quanto à gestão de SST, ou com relação à sua falta. Também abordam medidas que poderiam colaborar para ambientes de trabalho mais seguros, apresentando práticas que têm dado bons resultados.



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Uma obra de valor

FOTO: Alexandre Gusmão

Entrevista ao jornalista Alexandre Gusmão

Dicionário reúne 521 autores e será referência para a área de Saúde e Segurança

O ano está começando e o setor de Saúde e Segurança do Trabalho recebe sua primeira boa notícia. Será lançada em março a primeira edição do Dicionário de Saúde e Segurança do Trabalhador, obra que se tornará rapidamente referência técnica para os que atuam na área no Brasil. O organizador deste arrojado projeto, que reúne 521 autores e os mais importantes verbetes distribuídos em 1.280 páginas é o professor René Mendes, médico reconhecido como um expoente na prevenção brasileira.

René Mendes é médico especialista em Saúde Pública e em Medicina do Trabalho, mestre, doutor e livre-docente em Saúde Pública pela USP. Foi professor-doutor da Unicamp, por 15 anos, e, a partir de 1991, professor titular da Faculdade de Medicina da UFMG, onde se aposentou. Ao longo de sua carreira profissional, exerceu cargos de direção na Fundacentro, Ministério da Saúde, Ministério do Trabalho, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), em Washington, e na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Também presidiu a Anamt (Associação Nacional de Medicina do Trabalho) e é o atual editor chefe da Revista Brasileira de Medicina do Trabalho.

O projeto do Dicionário será lançado em março pela Proteção Publicações em duas versões, uma impressa e uma digital. Os 1.237 verbetes estão em ordem alfabética, permitindo uma pesquisa mais rápida e eficiente. O livro ajudará a dirimir dúvidas e a resgatar importantes informações da evolução da SST no Brasil. Nele, além dos conceitos e definições, há também informações sobre a história de instituições e profissionais destacados. Proteção ouviu o professor René Mendes em São Paulo que falou sobre o Dicionário e sua importância para a prevenção no Brasil.

Como foi este desafio de reunir grandes nomes da área de SST e de outras áreas para falar de saúde e segurança do trabalhador?
Desde 1980 que me preocupo com a produção de textos voltados para a área de Saúde e Segurança. Medicina do Trabalho e Doenças Profissionais foi o primeiro livro e em 1995 ele foi transformado em Patologia do Trabalho e agora já a caminho de uma possível quarta edição. Minha preocupação sempre foi e continua sendo ampliar as oportunidades aos profissionais que necessitam e utilizam este tipo de livro para esclarecer suas dúvidas. Originalmente minha preocupação era para com os médicos do Trabalho; mas já há muito tempo evoluí para a visão de saúde do trabalhador agregando a Segurança do Trabalho. Então, este novo livro partiu da percepção de que há uma carência muito grande de textos relacionados à área para um público muito além dos médicos do Trabalho. Eu não sou suficiente para dar conta desta tarefa e imaginei que o perfil dos usuários tinha que estar retratado no perfil dos autores. Portanto, já se deu um salto muito grande na visão da pluralidade, da multidisciplinaridade e de certa forma da interdisciplinaridade no campo da saúde e segurança do trabalhador. Este salto veio acompanhado da capitalização de uma grande rede de relacionamentos pessoais e profissionais que fui construindo ao longo de 45 anos de contatos no Brasil e no exterior. A questão central foi mobilizar esta rede e de alguma forma conquistá-los para um projeto coletivo; são mais de 520 autores perfeitamente engajados. O grande desafio a esta altura da minha vida, com 72 anos e 45 dedicados a esta área profissional, é justamente a mobilização coletiva dos vários olhares, experiências, percepções e das várias formas de ver. Tenho horror a algo que seja doutrinário, monocrático, com uma visão única e dogmática. Tenho compromisso com a diversidade, com a pluralidade, com a riqueza que é formada por múltiplos olhares e formas de ver, eventualmente, opostas.



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Prêmio Proteção Brasil

Agentes multiplicadores

Unesp / Case Ouro na Categoria Ações Institucionais Voltadas à SST no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Lucas Lutti/STAEPE/FCL/UNESP/CAMPUS DE ASSIS/SP

Estagiários de psicologia são preparados para atuar em SST por meio de articulação com a CIPA

A formação de psicólogos agentes multiplicadores nas ações de Segurança e Saúde do Trabalho é um importante resultado do projeto que articula atividades de estágios específicos do curso de graduação em Psicologia e as ações da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes da Faculdade de Ciências e Letras do Campus de Assis/SP da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho). A iniciativa também levou o case `CIPA: espaço promissor para formação de psicólogos nas ações em saúde e segurança do trabalhador’ à conquista do Ouro na Categoria Ações Institucionais voltadas à SST no Prêmio Proteção Brasil 2017."Esse aprendizado adquirido durante a graduação pode ser o alicerce para alavancar o papel de agentes multiplicadores nas ações de SST em suas futuras profissões, seja em instituições públicas ou de iniciativa privada", ressalta a professora da Unesp responsável pelo projeto, Maria Luiza Gava Schmidt.

A Unesp é uma universidade pública criada em 1976 a partir de institutos isolados de ensino superior que existiam em várias regiões do Estado de São Paulo. Tem 34 unidades em 24 cidades, sendo 22 no interior; uma na capital e uma no litoral paulista, em São Vicente, configurando-se numa instituição multicampus que concilia as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Na Faculdade de Ciências e Letras, em Assis/SP, são oferecidos atualmente cinco cursos de graduação: Letras, História, Psicologia, Ciências Biológicas e Engenharia Biotecnológica.



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Prêmio Proteção Brasil

De portas abertas

Unipar Carbocloro / Case Ouro na Categoria Ações de SST Junto à Comunidade no Prêmio Proteção Brasil 2017

Foto: Unipar Carbocloro

Programa de visitação contribui para a Segurança do Trabalho e do Meio Ambiente e para a imagem da empresa

Há mais de 30 anos, a Unipar Carbocloro deixa suas portas abertas durante 24 horas e sete dias por semana para visitação do público. A iniciativa vem contribuindo para a segurança dos trabalhadores, das comunidades vizinhas e do meio ambiente e também para a imagem da empresa perante o Brasil e o mundo. Reflexo desta ação foi a conquista do Ouro na Catego­ria Ações de SST Junto à Comunidade no Prêmio Proteção Brasil 2017 com o case `Fábrica Aberta: o programa pioneiro que mudou a história da cidade mais poluída do mundo e segue forte três décadas depois’.

Fundada em 1964, a Unipar Carbocloro é a maior fabricante brasileira de cloro, soda e derivados para usos industriais sediada em Cubatão/SP. No início dos anos 1980, o município e seu complexo petroquímico eram conhecidos como o Vale da Morte por estarem entre os mais poluídos do planeta. Naquele momento, para combater sua imagem negativa e mostrar um novo caminho, a empresa, que já tinha um Comitê Interno de Meio Ambiente ativo desde a década de 1970 e havia implantado, em 1984, a Semana do Meio Ambiente para se integrar à comunidade com atividades relacionadas à sustentabilidade, implantou o Fábrica Aberta.



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Indicadores proativos

Ilustração: Beto Soares/Estúdio Boom

AUTOR: Túlio Prodígios Schoenenkorb

Esforços para a redução de incidentes e acidentes devem ser mapeados e acompanhados mensalmente

Atualmente é uma prática na grande maioria das empresas, o acompanhamento de indicadores reativos avaliados periodicamente e, quando apontam variações negativas, as empresas adotam intervenções para reverter os resultados. Seria algo como se em uma avaliação financeira de uma empresa, ela fizesse intervenções somente após entrar no vermelho, ou seja, ela não avaliaria a tendência do caixa, apenas suas quedas.

Muitas ações proativas, como por exemplo, treinamentos de segurança e saúde, auditorias comportamentais, análises de riscos, permissão para trabalho entre outras ferramentas, já estão implantadas na grande maioria das empresas e são usadas durante as jornadas de trabalho. Não há dúvida de que elas contribuem para os resultados positivos e até mesmo justificam o bom desempenho em indicadores reativos. Acontece que estes esforços normalmente são apresentados em números absolutos, sem demonstrações estatísticas e, certamente, não possuem metas para controle e nem garantia de que os mesmos venham sendo aplicados durante a execução das atividades das empresas, ou seja, são mais qualitativos do que quantitativos.

Ao implantarmos indicadores quantitativos, torna-se fácil e confiável o monitoramento do desempenho da gestão. Uma vez demonstrados, é possível comparar em diferentes períodos, o desempenho da empresa sob diversos enfoques, tornando-se um termômetro para os objetivos e metas determinadas.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





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Proteção vital

FOTO: Arquivo Altiseg

AUTORA: Jussara J. Nery

Cinturões, talabartes e trava-quedas são essenciais a toda atividade acima de dois metros

Com a publicação da NR 35 tornaram-se mais claras as informações e definições sobre os equipamentos utilizados para proteção do trabalhador que realiza atividades em altura. Entre os Equipamentos de Proteção Individual mais importantes estão o cinturão de segurança, o talabarte e o trava quedas. Sem eles não há como iniciar qualquer tipo de atividade acima de dois metros de altura.

Estes três elementos que compõem o sistema de proteção contra queda são interdependentes e não são utilizados separadamente, ou seja, um cinturão de segurança sozinho não garante, absolutamente, a segurança do usuário. Ele deve ser utilizado sempre em conjunto com os demais acessórios, que, por sua vez, devem ser combinados da forma mais indicada para o trabalho ao qual se destina. O mais importante é que a segurança no acesso e posicionamento seja mantida em cem por cento do tempo, da saída do chão até o ponto de trabalho, durante a exposição ao risco de queda e no retorno ao chão.



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Ação preventiva

FOTO: Divulgação Comlurb

AUTORES: Riane Cruz Scherer e Laura Segabinazzi Pacheco

Vícios posturais na atividade laboral de coletores de lixo urbano são avaliados

O crescimento e a evolução da população, aliados à melhoria do poder aquisitivo e da industrialização, vêm acarretando a geração de grandes volumes de resíduos sólidos das mais diversas naturezas. Dessa forma, é de extrema importância a atividade laboral realizada pelos coletores de lixo urbano para a comunidade. A atividade laboral é essencial para as pessoas, tendo em vista que é através do trabalho que se cria uma identidade, um papel na sociedade, na qual essa inserção é fundamental para a constituição das relações sociais, servindo como base para o cotidiano.

Aliada ao contexto laboral encontra-se a ergonomia, considerada uma ciência que estuda a relação entre o indivíduo, o ambiente laboral e a máquina utilizada nesse processo. A ergonomia possui uma relação multidisciplinar, envolvendo várias áreas do conhecimento e aspectos relacionados ao trabalho, como mobiliário, ritmo de trabalho, organização, layout, tarefa executada, convivência interpessoal, pressão, chefia, entre outros.




Veja a bibliografia usada neste artigo.





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