PGR é mesmo uma novidade? Parte I

Professor, gostei do novo blog. Muito melhor que o outro.

– Calma aí, meu filho!

Não, é verdade. No outro estava muito bagunçado eu nem encontrava os textos.

– Não é bem assim! Na verdade…

Professor, deixa eu falar, aqui na Revista Proteção a organização é muito melhor.

– Meu filho, não parei com o meu site, canais ou podcast, apenas vou escrever aqui também, mas foi bom saber que você tinha tantas críticas. Para sua informação este mês de fevereiro o Segurito está fazendo 14 anos.

Desculpe, aí, professor. Na verdade, até que eu gosto do outro site, estava de brincadeira.

– Ok, meu filho, melhor mudarmos de assunto para você não se complicar.

Sim, sim. O Senhor vai falar sobre Ergonomia, Higiene Ocupacional, Insalubridade?

– Nada disso, vamos conversar sobre as mudanças na legislação. Você provavelmente ouviu falar do Programa de Gerenciamento de Riscos, o já famoso PGR e apesar de ser visto por muitos profissionais como uma novidade, posso dizer que já faz parte do dia de dezenas de empresas. Principalmente aquelas que tinham implantado o Sistema de Gestão de Saúde e Segurança da OHSAS 18001 e que agora migraram para o sistema da ISO 45000.

Nunca trabalhei em empresas com este tipo de gestão, nelas já tem o PGR?

– Tem e não tem. Deixa-me explicar melhor, estas empresas não têm formalizado um documento com o nome de PGR, mas já executam tudo o que o tal do PGR está pedindo.

O que é este “tudo”?

– Antes de dizer o que é preciso quero dar um passo atrás e explicar melhor o que significa ter um sistema de gestão.

Fala aí, então.

Qualquer sistema de gestão tem por objetivo a padronização dos processos, por exemplo ao pegarmos o sistema mais conhecido, a ISO 9000 que é um sistema de gestão com foco na Qualidade, muitos têm o entendimento equivocado de que uma empresa certificada neste sistema tem produtos de alta qualidade.

Na verdade, não é bem isso. A empresa pode até ter um produto que não seja tão bom e ainda assim ser certificada na ISO 9000, para isto basta que os produtos dela sejam produzidos de forma uniforme e tenham resultado iguais, ou seja, que haja uma padronização.

No entanto para conseguir esta uniformidade todo mundo tem que saber o que fazer e desta forma alcançará o padrão estabelecido, ainda que seja um padrão baixo, porém pode-se garantir que teremos pouca variabilidade no produto ou serviço final.

No caso de um sistema de gestão em SST a ideia é a mesma. Não significa que a empresa será perfeita, mas como já falamos haverá uma padronização. É possível que ocorram até acidentes, mas neste caso ou em qualquer outro desvio todos sabem o que fazer.E qual seria o primeiro passo para implantar um sistema de gestão de SST na nossa empresa? Continua…


O blog Segurito na Proteção trata de questões relacionadas à SST. É editado pelo professor Mário Sobral Jr, que é Mestre, engenheiro de Segurança do Trabalho, especialização em Higiene Ocupacional e Ergonomia e Editor do Jornal Segurito.